A lavagem a seco de veículos ganhou espaço entre motoristas que buscam praticidade, economia de água e preservação da pintura. Mas, se feita de forma incorreta, pode causar riscos na lataria e comprometer o brilho.

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Segundo Marco Lisboa, CEO da KoalaCar, rede de microfranquias especializada em limpeza a seco, um dos erros mais comuns é o uso de produtos inadequados. “Soluções caseiras e sprays genéricos não possuem componentes que encapsulam a sujeira. O produto correto cria uma película que envolve as partículas e permite a remoção sem arranhar a superfície”, afirma.
Outro cuidado essencial é o pano. Tecidos ásperos, lenços ou toalhas comuns podem riscar a carroceria. A microfibra deve ser usada limpa e dobrada em várias partes, para que cada lado entre em contato com a pintura apenas uma vez. “A microfibra tem fios muito finos, capazes de reter a sujeira. Já um pano comum pode arranhar e comprometer o brilho com o tempo”, explica Lisboa.
A ordem da limpeza também interfere no resultado. O indicado é iniciar pelas áreas superiores e seguir até as partes mais próximas do solo. Se começar pelos pontos mais sujos, como para-choques, há risco de espalhar partículas maiores para outras regiões do carro.
A quantidade de produto deve seguir a recomendação do fabricante. O excesso pode deixar manchas; a falta, reduzir a proteção da pintura. Outro erro frequente é realizar a lavagem sob sol forte, que acelera a secagem e causa marcas. O ideal é escolher locais cobertos e arejados.
Para Lisboa, a técnica, quando aplicada corretamente, alia sustentabilidade e cuidado estético. “Quem tem dificuldade pode recorrer a um especialista. Assim, preserva a pintura, economiza água e garante brilho duradouro ao veículo”, diz.



