Cidades do Rio Grande do Sul, como Pelotas, Bento Gonçalves e Porto Alegre, registram surtos de meningite. A doença, que parecia distante, voltou a preocupar moradores da região. A farmacêutica Bruna Santos da Clínica Imunize, alertou em entrevista ao programa Primeira Hora, desta sexta-feira (03), que a prevenção depende, sobretudo, da vacinação.

Receba todas as notícias da Acústica no seu WhatsApp tocando aqui!
Segundo a especialista, a meningite é uma inflamação das membranas que envolvem cérebro e medula. Pode ser causada por vírus, bactérias ou fungos, mas a forma mais grave é a bacteriana.
“Os tipos mais comuns são A, B, C, W e Y. Na nossa região, os casos recentes envolvem as cepas B e Y”, explicou Bruna.
Os sintomas incluem febre alta, vômito em jato, rigidez na nuca e manchas roxas na pele. Em bebês, o quadro pode aparecer como sonolência e irritabilidade.
“Quando esses sinais surgem, a doença já está avançada e pode deixar sequelas ou levar à morte. Por isso, o atendimento precisa ser imediato”, disse a especialista
A transmissão ocorre pelo contato com saliva e objetos contaminados, o que torna crianças menores de cinco anos mais vulneráveis. “Nas escolas e creches, onde há proximidade e troca de brinquedos, o risco aumenta. Por isso é essencial manter a carteira de vacinação em dia”, reforçou.
O calendário vacinal prevê a aplicação das vacinas contra meningite a partir dos três meses de idade. A cepa B, registrada em Bento Gonçalves e Garibaldi, só está disponível na rede privada, enquanto a ACWY é aplicada na rede pública em crianças de 12 meses e adolescentes. Fora dessas faixas etárias, também só pode ser encontrada em clínicas particulares.
Além da meningite, outras vacinas, como a pneumocócica, ajudam na prevenção. “Muitos pais acham que a pneumo protege apenas contra pneumonia, mas ela também previne casos de meningite”, destacou Bruna. A farmacêutica lembrou ainda que, em dias de chuva ou dificuldade de deslocamento, a Clinica Imunize oferece atendimento domiciliar.



