Secretaria da Mulher

Fábia Richter toma posse como secretária da Mulher do Rio Grande do Sul

Nova pasta do governo Leite vai atuar de forma integrada entre saúde, segurança e educação para enfrentar as causas estruturais da violência contra a mulher

A enfermeira Fábia Richter tomou posse como secretária da Mulher do Rio Grande do Sul nesta segunda-feira (6), em solenidade realizada no Palácio Piratini, em Porto Alegre. Durante o ato, a delegada de Polícia Viviane Nery Viegas foi empossada como secretária adjunta da nova pasta, criada pelo governo Eduardo Leite.

Fábia Richter toma posse como secretária da Mulher do Rio Grande do Sul. Foto: Valerio Weege/Rádio Acústica FM.
Fábia Richter toma posse como secretária da Mulher do Rio Grande do Sul. Foto: Valerio Weege/Rádio Acústica FM.

A Secretaria da Mulher foi instituída por lei aprovada pela Assembleia Legislativa no fim de agosto e o nome de Fábia, ex-prefeita de Cristal, havia sido anunciado em 24 de setembro.

“Cuidado da enfermagem com o servir da polícia”, define Fábia Richter

Em entrevista à Rádio Acústica FM, Fábia destacou que o trabalho da nova secretaria vai além do reforço à segurança pública. A proposta é atuar sobre as causas estruturais da violência, promovendo uma cultura de paz e empatia. “É o cuidado da enfermagem com o servir da polícia”, resumiu Fábia, ao explicar a abordagem que une acolhimento e firmeza no enfrentamento à violência de gênero.

A secretária afirmou que o objetivo é compreender as origens da agressividade e da falta de empatia, incentivando políticas preventivas e educativas.

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Nova estrutura amplia ações de proteção e igualdade

A lei que criou a Secretaria da Mulher define entre suas atribuições o planejamento e a implementação de políticas públicas voltadas à promoção dos direitos das mulheres e à igualdade de gênero.

Entre as responsabilidades da pasta estão:

  • Articular ações entre saúde, segurança, educação e assistência social;
  • Fortalecer a rede de acolhimento, incluindo Centros de Referência da Mulher, abrigos, Casas da Mulher e delegacias especializadas;
  • Promover capacitação profissional para vítimas de violência;
  • Desenvolver políticas de prevenção e ampliar o acesso às medidas protetivas.

A criação da secretaria representa uma tentativa do governo estadual de centralizar e fortalecer políticas públicas para as mulheres, respondendo ao crescimento dos casos de violência doméstica e feminicídio no Rio Grande do Sul.