O urologista Rafael Fraga destacou a importância de tratar a ejaculação precoce como um tema que deve ser discutido abertamente entre parceiros. Segundo ele, o problema atinge homens de várias idades e pode comprometer a vida sexual e emocional do casal.

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Em entrevista à Rádio Acústica FM, o médico relatou que a condição é caracterizada pela dificuldade em controlar o tempo da ejaculação, podendo ocorrer logo no início da relação ou, em casos mais severos, até durante o sono.
“Há casos primários, em que o homem sempre teve o problema, e secundários, que surgem após períodos de estresse, separações ou ansiedade de desempenho”, explicou Fraga.
O especialista classificou as causas como psicológicas e físicas. A ansiedade é o fator psicológico mais comum, especialmente em homens que temem não corresponder às expectativas da parceira. Entre as causas físicas, ele citou infecções na próstata (prostatites), fimose, freio curto e hipersensibilidade peniana.
Alguns casos podem ser tratados com cirurgia plástica do freio. “Cortar o freio curto reduz a sensibilidade e ajuda a prolongar o tempo de relação”, disse. Em situações de fimose, a retirada da pele também contribui para diminuir o desconforto e a sensibilidade excessiva.
Fraga destacou ainda que homens com graus leves de impotência podem apresentar ejaculação precoce como mecanismo de defesa para evitar a perda de ereção.
O tratamento varia conforme o caso. “Há psicoterapia para reduzir a ansiedade e medicamentos que ajudam a retardar a ejaculação. Um deles, de uso sob prescrição, deve ser tomado cerca de quatro horas antes da relação”, explicou o urologista.
O médico reforçou a importância do apoio mútuo no relacionamento. “O casal deve enfrentar o problema junto. Já atendi casos em que a falta de diálogo levou à separação, e também situações em que o tratamento fortaleceu a relação”, afirmou.



