Um sistema criado no sul do Rio Grande do Sul promete mudar a forma como as cidades lidam com a chuva. A tecnologia, desenvolvida pelo engenheiro rio-grandino Walter Borges, será implantada primeiro em Camaquã, com previsão de funcionamento em abril de 2026.

Receba todas as notícias da Acústica no seu WhatsApp tocando aqui!
Apresentado durante congresso na Universidade Federal do Rio Grande (Furg), o projeto recebeu neste ano carta-patente do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi), que reconheceu oficialmente a autoria da invenção.
Diferente da drenagem tradicional, o novo modelo coleta, infiltra e conduz a água da chuva para o solo, reduzindo riscos de alagamentos e recarregando o lençol freático. O sistema também evita a contaminação por esgoto clandestino e permite reaproveitar a água após tratamento.
De acordo com Borges, o objetivo é “naturalizar o caminho da água”, fazendo com que grandes volumes não se acumulem nas vias urbanas. O projeto impede que a cidade alague imediatamente, sugando a água para o lençol freático, explicou o engenheiro.
Os testes começaram em 2020, em uma estrutura instalada em Rio Grande. Segundo o criador, o sistema pode garantir até 80% de permeabilidade do solo e já desperta interesse de 18 municípios em fase de negociação.




