A cidade de Camaquã, no sul do Rio Grande do Sul, sedia a mostra de arte contemporânea “Casa-Convite”, aberta ao público até 9 de janeiro de 2026. A exposição, com entrada gratuita, está sediada no histórico Forte Zeca Netto e busca fomentar uma reflexão ampla sobre o significado de morar e, mais do que isso, de como a arte se insere nesse conceito de “casa”. Essa iniciativa cultural é considerada um importante marco para a região, oferecendo aos visitantes a oportunidade de interagir com diversas linguagens visuais em um espaço de grande valor simbólico.

Abertura da exposição em Camaquã, iniciou no último final de semana
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A abertura oficial da exposição em Camaquã, ocorreu em 8 de novembro, um sábado, e está localizada na Rua General Zeca Netto, número 20. A curadoria, sob a responsabilidade da Alumiar Casa de Arte, propõe que o público encare a noção de lar não apenas como uma construção física, mas como uma estrutura simbólica complexa. O objetivo central é estimular o espectador a pensar de forma crítica e sensível sobre suas próprias conexões, tanto pessoais quanto com o ambiente artístico.
Ana Flor e Fábio Abbud, artistas visuais que coordenam a Alumiar, explicam que o conceito da mostra é uma analogia direta entre a função de guarda e proteção que a Casa de Arte exerce sobre o acervo e o sentido de abrigo que o lar oferece. Em essência, a curadoria convida o visitante a se reconhecer como “espectador-morador”, percebendo que o sentido de casa é construído por um conjunto de relações – entre as pessoas e o território, a memória e a resistência. Trata-se de uma visão que transcende o material e abraça o sentido mais profundo da convivência.
A coletiva reúne obras de treze artistas visuais gaúchos, incluindo Ale Baldissarelli, Ana Flor, Estevão da Fontoura, Janaína Miranda, e outros nove nomes de relevância no cenário local, como Mailyne Rodrigues e Mitti Mendonça. O conjunto de trabalhos utiliza linguagens artísticas diversificadas, com a notável inclusão de audiodescrição em todas as peças, visando a acessibilidade. Onze dessas obras são aquisições recentes para o acervo da Alumiar, viabilizadas por meio da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) em edital da Secretaria de Cultura do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, o que reforça o incentivo à produção cultural regional. A exposição conta ainda com o apoio da Prefeitura Municipal de Camaquã.
Para quem deseja visitar, a mostra permanece no Forte Zeca Netto até o dia 9 de janeiro de 2026, com entrada gratuita, seguindo a programação do local. O Forte está aberto de segunda a sexta, das 8h às 12h e das 13h30 às 17h30, e nos sábados, o público pode conferir as obras das 9h às 12h e das 13h às 16h. É importante ressaltar que a Alumiar Casa de Arte, coordenadora do evento, é um espaço cultural independente sediado em Cristal/RS, ativo desde 2013, e notabilizado por ser o único espaço na região centro-sul dedicado às artes visuais com um acervo de mais de 140 obras contemporâneas abertas à visitação.
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