A 30ª Conferência das Partes (COP 30) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, realizada em Belém, no Pará, traz pela primeira vez um tema crucial para o debate ambiental: a integridade da informação. A secretária adjunta de Políticas Digitais da Presidência da República, Nina Santos, concedeu entrevista exclusiva para a Rádio Acústica FM, onde ressaltou a importância dessa pauta em meio a negociações, manifestações culturais e da sociedade civil. O foco é garantir dados de qualidade no combate à desinformação ambiental, um esforço que se soma aos compromissos do governo brasileiro para um futuro mais sustentável.

Secretária de políticas digitais destacou a desinformação na internet
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A Secretaria de Políticas Digitais, vinculada à Secretaria de Comunicação da Presidência, está à frente da iniciativa global pela integridade da informação e mudança do clima. Seu principal desafio é traçar a intersecção entre o mundo digital e a qualidade dos dados, assegurando que cidadãos, empresas e governos estejam conscientes da gravidade da crise climática e possam tomar decisões assertivas. A inclusão da informação de qualidade como um pilar essencial na força-tarefa da COP 30 é vista como um avanço significativo nas ações globais contra as mudanças climáticas.

O contexto digital contemporâneo, marcado pela pluralidade de vozes e facilidade de expressão, impõe o desafio de preservar a integridade da informação. A Secretária de políticas digitais fez uma distinção fundamental: a opinião é basilar em qualquer sociedade democrática e deve ser garantida, mas a informação, especialmente a de fontes oficiais, precisa ser embasada em evidências científicas sólidas. A desinformação, frequentemente percebida como um problema abstrato da internet, tem, na verdade, efeitos concretos e implicações na saúde, consumo e em processos eleitorais.
Para garantir a qualidade dos dados sobre o clima, a iniciativa estrutura-se em três pilares principais: promoção de pesquisas (nacionais e internacionais) para consolidar evidências científicas; estímulo ao jornalismo, incluindo o investigativo; e desenvolvimento de campanhas de comunicação para conscientizar a população. O Brasil lidera esse movimento internacional em parceria com a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), contando ainda com um capítulo nacional com mais de 130 entidades da sociedade civil.
A Secretária de políticas digitais, Nina Santos reconheceu a dificuldade de levar informações sobre as ações do governo federal, como a iniciativa climática e digital, a veículos de comunicação de pequeno e médio portes, como as emissoras regionais. Contudo, ela informou que a Secretaria de Comunicação (Secom) da Presidência da República tem intensificado esforços para se aproximar da imprensa na ponta, valorizando a percepção apurada dos veículos regionais sobre as necessidades e preocupações do cotidiano da população.




