A psicóloga Carol Von Ahn afirmou nesta quarta-feira (11), em resposta à Rádio Acústica FM, que há aumento na procura por atendimento em saúde mental infantil em Camaquã. A declaração ocorre após a mãe Camila Soares relatar dificuldades no Centro de Atendimento Integral à Criança e ao Adolescente (Caica), onde aguarda desde setembro de 2025 por avaliação especializada para a filha, Yasmin, de 3 anos, com suspeita de Transtorno do Espectro Autista.

Segundo Carol Von Ahn, a família buscou o atendimento “da forma correta”, mas o setor enfrenta crescimento da demanda. De acordo com a psicóloga, a gestão municipal trabalha com a possibilidade de contratar novos profissionais para ampliar a oferta de atendimentos.
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Caso relatado na Rádio Acústica FM expõe problema de saúde pública
Durante entrevista à emissora, Camila Soares afirmou que procurou o Caica após observar sinais compatíveis com autismo na filha. Yasmin teria sido classificada preliminarmente com autismo nível dois não verbal, quadro em que a comunicação funcional é limitada e há necessidade de suporte.
A mãe relata que recebeu apenas um comprovante de “acolhimento”, sem número de protocolo ou prazo para avaliação com especialistas. Segundo ela, a criança apresenta crises frequentes e não formula frases, o que, na avaliação da família, compromete o desenvolvimento cognitivo e social.
Durante a transmissão ao vivo, outros pais participaram com mensagens e relataram espera superior a dois anos por atendimento. Conforme informações repassadas à mãe pela própria instituição, haveria um único profissional para atender à demanda do município. A reportagem solicitou confirmação oficial sobre o número de servidores lotados no serviço.
Para saber: o Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um distúrbio do neurodesenvolvimento caracterizado por dificuldades na comunicação, na interação social e pela presença de comportamentos repetitivos ou interesses restritos.
Crescimento da demanda por atendimento
Carol Von Ahn reconheceu que há aumento na procura por atendimentos na área e afirmou que o município estuda alternativas para suprir a demanda, incluindo a possível contratação de novos profissionais.
Especialistas ouvidos em reportagens nacionais apontam que a ampliação do diagnóstico de TEA nos últimos anos elevou a procura por serviços especializados no Sistema Único de Saúde (SUS), especialmente em municípios de médio porte. O atendimento exige equipe multiprofissional e avaliação contínua.
Nota da Secretaria Municipal de Saúde
Em resposta à Rádio Acústica FM, a Secretaria Municipal de Saúde encaminhou nota oficial. O texto afirma:
A Secretaria Municipal de Saúde reafirma que o cuidado às crianças com suspeita de Transtorno do Espectro Autista é realizado com responsabilidade técnica e dentro da capacidade organizada da rede pública.
Trata-se de um processo que exige avaliação criteriosa e acompanhamento qualificado, garantindo segurança e qualidade assistencial.
A Secretaria permanece à disposição das famílias, por meio dos canais oficiais, para esclarecimentos e orientações.
A pasta não informou, na manifestação enviada, o total de crianças na fila de espera nem o prazo médio para avaliação.
Em Camaquã, o Caica é o serviço de referência para atendimento integral à criança e ao adolescente na rede municipal. A ampliação da demanda e a capacidade instalada do serviço são pontos centrais do debate levantado pelas famílias.
A Rádio Acústica FM mantém espaço aberto para novas manifestações da Secretaria Municipal de Saúde e das famílias envolvidas.
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