A ACPO pretende construir 200 apartamentos no bairro Jardim do Forte, em Camaquã. O projeto prevê ao menos 10 torres de cinco andares, com 20 unidades cada, totalizando 200 imóveis enquadrados nas faixas do programa Minha Casa, Minha Vida. O empreendimento depende de aprovações legais e da definição sobre mudanças na legislação municipal de elevadores para avançar.

A informação foi confirmada nesta quinta-feira (12), em entrevista à Rádio Acústica FM, pelo diretor comercial da empresa, Matheus Rodrigues. Há um acordo para aquisição de uma área às margens da Estrada do Forte.
Embora mantenha os preços dentro do programa habitacional federal, o projeto inclui áreas comuns de lazer que ampliam o uso coletivo do espaço. “O produto é sucesso por onde a gente passa”, explicou o diretor citando Pelotas e Rio Grande.
Os apartamentos terão dois dormitórios, sacada e churrasqueira, além de áreas de convivência. A empresa classifica o modelo como “condomínio clube”.
Para o diretor, o formato é novo no mercado local. “Queremos impactar positivamente”.
Elevadores e impacto na viabilidade
Para manter o valor de venda e a taxa condominial em níveis considerados acessíveis, o projeto não prevê elevadores. De acordo com Rodrigues, a ausência do equipamento reduz custos de implantação e manutenção.
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Há, porém, um projeto em tramitação na Câmara de Vereadores que altera as regras para instalação de elevadores no município. A norma atual exige elevador em prédios com mais de 10 metros de altura. A proposta eleva o limite para 11 metros ou acima de cinco andares.
Segundo o diretor, caso a mudança não seja aprovada, a empresa precisará revisar os cálculos de viabilidade.
A Caixa Econômica Federal, principal agente financeiro e operador do programa Minha Casa, Minha Vida, confirmou para Rádio Acústica FM que aprova empreendimentos de até 5 andares sem elevadores.
Desenvolvimento urbano e geração de empregos
De acordo com Rodrigues, o empreendimento é discutido desde 2023 e está alinhado ao planejamento urbano e à responsabilidade ambiental. “Tem algumas etapas que precisam ser vencidas para consolidar o projeto”, explicou.
A empresa afirma que pretende priorizar mão de obra local na construção. A equipe comercial responsável pelas vendas também deverá ser formada majoritariamente por profissionais do município.
Para o diretor, a verticalização é parte essencial do processo de desenvolvimento das cidades. O modelo amplia a oferta de moradia e otimiza o uso do solo urbano, seguindo tendências de desenvolvimento urbano em todo país.
Histórico da construtora
A ACPO atua na Zona Sul do Estado e já entregou 26 empreendimentos, somando mais de 6 mil unidades habitacionais. Em 2026, mantém oito obras em andamento.
A empresa também possui empreendimentos com elevadores, voltados a outro padrão de mercado. O projeto em Camaquã, segundo o diretor, pode abrir caminho para novos investimentos no município.




