A ex-prefeita de Cristal e suplente de deputada federal, Fábia Richter, subiu o tom contra o modelo de concessão da Rota Portuária do Sul, que inclui a BR-116, durante audiência pública realizada na manhã desta segunda-feira (16) em Porto Alegre. Richter manifestou preocupação com o impacto social e econômico do projeto, que prevê a gestão de trechos rodoviários da região pelos próximos 30 anos. Para ela, o formato atual ignora os prejuízos deixados por contratos anteriores e carece de transparência nos cálculos apresentados.

Fábia Richter questionou valores cobrados de caminhoneiros na BR-116, conforme a proposta
Um dos pontos centrais da crítica de Richter é a proposta de cobrar dos caminhoneiros um valor 50% superior ao de outros veículos na BR-116. A ex-prefeita classificou o índice como “impossível” de ser absorvido pelo setor produtivo local. Ela também apontou divergências nos custos estimados para as obras, como a construção de pontes, e exigiu que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) apresente números mais claros e precisos sobre os reajustes previstos.
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Fábia Richter defendeu a ampliação do diálogo com as comunidades afetadas antes que o leilão seja realizado. A política argumentou que a rapidez com que o processo está sendo conduzido impede uma análise profunda dos danos acumulados pela última concessão na região Sul. Segundo ela, o histórico de pedágios no trecho criou uma “anomalia econômica” que diferencia negativamente a zona portuária do restante do Estado, prejudicando inclusive o Porto de Rio Grande.
Como solução, a ex-prefeita propôs a criação de um grupo de trabalho técnico para acompanhar o Ministério dos Transportes e a ANTT nas negociações sobre a BR-116. O objetivo seria garantir que a metodologia aplicada no novo contrato não repita erros do passado. Richter enfatizou a necessidade de um estudo socioeconômico detalhado que considere a realidade dos moradores de áreas urbanas e aglomerados rurais situados próximos aos futuros pórticos de pedágio.




