Proposta de lei

Nova lei de patrocínios da prefeitura de Camaquã cria comitê de avaliação

Veja o que muda para as empresas e como o dinheiro público será usado

O cenário político de Camaquã acaba de ganhar um novo capítulo que promete mexer com o bolso e a visibilidade das empresas locais. O prefeito Abner Dillmann protocolou o Projeto de Lei nº 20/2026, que estabelece regras rígidas — e controversas para alguns — sobre como a prefeitura vai patrocinar eventos e projetos de empresas privadas daqui para frente.

Prefeitura de Camaquã -
Prefeitura de Camaquã. Foto: Valério Weege/Rádio Acústica FM

O texto, que já está sob a relatoria do Vereador Tili na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da câmara de Camaquã, não é apenas uma formalidade. Ele institui o inédito Comitê Municipal de Avaliação de Patrocínios, um grupo técnico que terá o “poder da caneta” para decidir quais projetos merecem o selo (e o dinheiro) da administração pública.

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O que muda na prática em Camaquã?

A proposta busca encerrar o que a prefeitura chama de “lacuna normativa”. Em termos claros: o governo visa não dar dinheiro sem critérios objetivos. Agora, para receber patrocínio, o evento precisa ter relevância estadual ou nacional.

“O patrocínio permite ao Poder Público associar sua imagem a iniciativas relevantes, mas a ausência de regulação gera insegurança”, justifica o prefeito no texto enviado ao Presidente da Câmara.

Os pontos mais polêmicos do PL 20/2026:

  • Chamamento público: A regra agora é a disputa aberta. As empresas terão que competir em editais.

  • Comitê de avaliação: Representantes da Fazenda, Desenvolvimento Econômico e Comunicação darão o veredito técnico sobre a viabilidade dos projetos.

  • Proibição de promoção pessoal: A lei deixa explícito — o dinheiro público não pode ser usado para promover autoridades.

  • Revogação Geral: A nova lei substitui a antiga Lei nº 2.219/2018, fazendo uma “limpeza jurídica” no sistema de repasses.

De olho no dinheiro público

Com o novo marco, o patrocínio pode vir de quatro formas: dinheiro vivo, cessão de prédios, fornecimento de serviços ou empréstimo de equipamentos. Em contrapartida, as empresas são obrigadas a estampar a marca da Prefeitura.

 O Vereador Tili, como relator, terá a missão de dar o primeiro parecer sobre essa “revolução” nos investimentos da cidade.

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