A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do Ozivy, o primeiro medicamento nacional à base de semaglutida, produzido pela farmacêutica EMS. A decisão representa a primeira autorização de um concorrente direto para o mercado de emagrecimento e controle do diabetes desde a expiração da patente da multinacional dinamarquesa Novo Nordisk, em março deste ano. O produto utiliza o mesmo princípio ativo dos conhecidos Ozempic e Wegovy.

Questão relacionada ao Ozempic demorou meses de análise detalhada
O ‘Ozempic brasileiro’ foi registrado na categoria de “desenvolvimento abreviado”, um modelo regulatório destinado a fórmulas que utilizam substâncias conhecidas, mas que exigem testes rigorosos de segurança e eficácia. A liberação ocorre após meses de análise detalhada por parte da agência reguladora, que chegou a rejeitar pedidos de outras empresas no mês anterior devido a inconsistências técnicas na documentação apresentada.
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A semaglutida é uma molécula complexa que atua na fronteira entre os medicamentos sintéticos comuns e os biológicos, exigindo um controle rígido contra impurezas. Por causa dessa complexidade, o remédio da EMS não chega ao mercado como um genérico tradicional, mas como um produto novo e independente. Ao menos 17 pedidos de outras indústrias farmacêuticas aguardam análise da agência, em uma disputa comercial bilionária.
A chegada do concorrente nacional abre caminho para a redução gradual dos preços nos próximos anos devido ao aumento da competitividade no setor de saúde. A própria Novo Nordisk já iniciou movimentações comerciais para reajustar valores e oferecer condições especiais em suas versões. O Ozivy será comercializado em solução injetável com canetas aplicadoras, mas a EMS ainda não definiu o preço final nem a data de lançamento.




