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Prefeito de Capão do Leão explica veto ao auxílio-alimentação para vereadores

Vilmar Schmitt detalhou os motivos que o levaram a vetar integralmente o projeto aprovado pela Câmara Municipal que instituía um auxílio-alimentação no valor de R$ 1.260 para vereadores

Na manhã desta quinta-feira (28), o programa Primeira Hora recebeu o prefeito de Capão do Leão, Vilmar Motta Schmitt, e seu secretário de finanças, Erivelton Dias Costa, para tratar de uma decisão de forte impacto político e social na região. O chefe do Executivo leonense  detalhou os motivos que o levaram a vetar integralmente o projeto de lei aprovado pela Câmara Municipal que instituía um auxílio-alimentação no valor de R$ 1.260 para os próprios parlamentares. Em uma cidade de 28 mil habitantes, onde os vereadores já contam com um subsídio mensal de R$ 8.000, a medida da administração municipal buscou barrar o que considerou uma afronta à realidade financeira local.

Prefeito de Capão do Leão explica veto ao auxílio-alimentação para os vereadores
Foto: Reprodução

Prefeito vetou integralmente o projeto

O prefeito justificou o posicionamento enérgico enfatizando que a gestão de recursos coletivos exige escolhas éticas e muita coragem política, recusando-se a compactuar com privilégios para obter apoio legislativo. “Nós estamos aqui administrando o órgãos público para 28.000 então nós temos que tomar decisões  corretas […] porque ali na lá na frente eu vou depender deles (população leonense)”, ponderou Vilmar Schmitt.

Complementando a análise técnica e fiscal do município, o secretário de finanças, Erivelton Costa, expôs a completa inviabilidade orçamentária do benefício autopromovido pelo Legislativo, revelando que os parlamentares votaram a proposta de forma silenciosa e sem prévio diálogo com o Executivo. De acordo com o secretário, as finanças municipais enfrentam um cenário restritivo, com estimativa de queda de receitas na ordem de R$ 7 milhões ao ano.

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O secretário apontou que os próprios parlamentares já dão sinais de recuo diante da repercussão negativa, o que reforça o sentimento de zelo com as prioridades essenciais da população, como saúde, educação e infraestrutura, em detrimento de vantagens corporativas.

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