Durante participação na Rádio Acústica FM nesta sexta-feira (24), o pneumologista Marcelo Mallmann esclareceu dúvidas dos ouvintes sobre os principais tipos de tosse, suas causas e os sinais que merecem atenção médica.

Segundo o especialista, o primeiro passo é diferenciar a tosse aguda, subaguda e crônica, já que cada uma exige uma abordagem distinta para diagnóstico e tratamento. A tosse aguda é aquela que dura até quatro semanas e costuma estar relacionada a resfriados, gripes ou outras infecções respiratórias recentes. Já o quadro subagudo permanece entre quatro e oito semanas. Acima desse período, passa a ser considerada tosse crônica, situação que exige investigação mais detalhada para identificar a doença de base.
Mallmann destacou que a tosse crônica geralmente é um sintoma de outra condição clínica. Entre as causas mais frequentes estão a síndrome do gotejamento pós-nasal, frequentemente associada à rinite, a asma brônquica e a doença do refluxo gastroesofágico.
Conforme o médico, muitas pessoas apresentam o sintoma como manifestação da asma, especialmente crianças e adolescentes, o que reforça a importância da avaliação especializada.
O pneumologista também explicou que o chamado pigarro costuma estar relacionado ao gotejamento pós-nasal, quando secreções escorrem pela parte posterior da garganta, provocando irritação constante. Ele alertou ainda para a necessidade de diferenciar rinite e sinusite, destacando que muitos pacientes acreditam sofrer de sinusite crônica quando, na realidade, apresentam quadros persistentes de rinite alérgica.
Outro ponto abordado foi a influência da exposição à poeira na saúde respiratória. De acordo com Mallmann, trabalhadores rurais e pessoas que atuam em ambientes com grande concentração de partículas, como galpões de armazenamento de fumo e grãos, devem manter cuidados preventivos, pois a inalação contínua de poeira pode desencadear alergias e doenças pulmonares.
Ao final da entrevista, o médico reforçou que a tosse não deve ser encarada apenas como um incômodo passageiro. Quando persistente, especialmente por mais de oito semanas, ela pode indicar problemas respiratórios ou gastrointestinais que necessitam de investigação e tratamento adequados.



