A Justiça Militar do Rio Grande do Sul condenou, nesta terça-feira (25), quatro dos 17 policiais militares denunciados por tortura contra torcedores do Brasil de Pelotas. As agressões ocorreram após a partida contra o São José, em 1º de maio de 2022, no Estádio Passo D’Areia, em Porto Alegre. Outros 13 réus foram absolvidos por falta de provas individualizadas sobre a participação nos crimes. A decisão é de primeira instância e pode ser contestada.

As defesas dos policiais condenados informaram que pretendem recorrer. O Ministério Público também pode apresentar recurso ao Tribunal de Justiça Militar do Rio Grande do Sul (TJM-RS). Segundo a sentença, 11 torcedores foram levados para uma área isolada do estádio e submetidos a agressões físicas e ao uso de gás de pimenta. Os relatos incluem socos, chutes, golpes de cassetete, ofensas e agressões enquanto alguns estavam algemados.
Torcedor Rai Duarte passou por 14 cirurgias
Entre as vítimas estava Rai Duarte, que não teria participado do confronto entre torcidas. Conforme a decisão, ele estava em um ônibus quando foi retirado do veículo e levado para um banheiro desativado, onde sofreu agressões. O caso teve consequências graves para o torcedor, que passou por mais de 14 cirurgias, permaneceu 47 dias em coma e ficou 116 dias internado. Ele também sofreu hemorragia interna e ruptura de artéria.
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A maior pena foi aplicada ao soldado Leandro Duarte Lemes, condenado a oito anos e dois meses de reclusão, em regime inicial fechado. A Justiça considerou comprovada a participação dele nas agressões contra Rai Duarte, desde a retirada do torcedor do ônibus até o ataque no banheiro. Como a sentença é de primeira instância, os condenados permanecem com direito à análise dos recursos previstos no processo.





