Laudos do Instituto-Geral de Perícias (IGP) indicam que policiais militares efetuaram 10 disparos de fuzil em um intervalo de 28 segundos antes de qualquer reação do agricultor Marcos Nörnberg. Ele morreu durante uma ação da Brigada Militar em sua residência, na zona rural de Pelotas, em 15 de janeiro. A análise pericial foi usada pela Polícia Civil na investigação do caso.

Agricultor foi morto sem chance de defesa
Segundo os laudos, o primeiro disparo ocorreu às 3h04min35s. Na sequência, outros nove tiros de fuzil foram registrados. Somente às 3h05min03s, a perícia identificou um disparo feito com a carabina que estava com Nörnberg. Depois disso, houve uma nova sequência de tiros efetuados pelos policiais militares.
Ao todo, 25 policiais foram investigados durante o inquérito. Com base nas provas técnicas e demais elementos reunidos na apuração, o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) concluiu que não houve legítima defesa. A investigação apontou homicídio doloso com dolo eventual, situação em que o agente assume o risco de produzir o resultado.
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Sete policiais militares foram indiciados. Dois sargentos e dois soldados respondem por homicídio doloso, com dolo eventual, pela morte de Nörnberg, além de tentativa de homicídio, também com dolo eventual, contra Raquel Nörnberg, viúva do agricultor. Outros três policiais que atuavam no setor de inteligência foram indiciados como partícipes dos mesmos crimes.



