O Hospital Nossa Senhora Aparecida de Camaquã trabalha para ampliar a capacidade de atendimento à população da região com a abertura de 46 novos leitos. A previsão é de que a obra seja concluída em dezembro, mas a entrada da estrutura em funcionamento ainda dependerá da instalação de equipamentos, da aquisição de camas e da liberação pelos órgãos de vigilância.

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Hospital de Camaquã prepara a entrega de 46 novos leitos
A informação foi apresentada durante entrevista com a presidente da instituição, Amanda Oro, durante o programa Esquina Democrática na Rádio Acústica FM, que destacou uma série de melhorias realizadas recentemente na instituição. Entre os investimentos citados estão a aquisição de um novo mamógrafo, aparelhos para exames de ecografia e ultrassom e a reestruturação do setor de fisioterapia.
Segundo Amanda, parte dos novos espaços também será destinada a leitos de longa permanência, voltados a pacientes que necessitam de cuidados prolongados e situações paliativas. A ampliação ocorre em um momento de pressão sobre a capacidade hospitalar, especialmente durante o inverno, quando aumenta a procura por atendimento em razão das doenças respiratórias.
Atualmente, o hospital em Camaquã conta com 126 leitos. Conforme relatado na entrevista, a instituição atende pacientes de uma região de abrangência formada por 21 municípios. Barra do Ribeiro, por exemplo, passou a integrar o fluxo de pacientes encaminhados ao hospital, ampliando a demanda sobre a estrutura existente.
Um dos principais desafios está no pronto-socorro. De acordo com Amanda, a instituição registra, em média, entre 20 e 25 pacientes aguardando a liberação de um leito. No hospital, esses pacientes são identificados permanecem no pronto-socorro até que ocorra uma alta médica e seja possível realizar a transferência.
A gestora explicou que a permanência de pacientes em macas ou outros espaços do pronto-socorro não significa falta de atendimento, mas está relacionada à ocupação dos leitos disponíveis. Atualmente, os 126 leitos existentes podem estar integralmente ocupados, fazendo com que novos pacientes dependam da liberação de vagas.
A expectativa é de que os 46 novos leitos contribuam para reduzir esse déficit. A ampliação representa um aumento próximo de 40% na capacidade atual, embora a direção ressalte que a nova estrutura não elimina a possibilidade de períodos de superlotação.
Além da conclusão da obra, o hospital terá de garantir equipamentos e profissionais para que os novos leitos possam ser efetivamente utilizados. A necessidade de recursos financeiros livres é apontada como um dos principais desafios para a operação da estrutura.
Durante a entrevista, Amanda também destacou a participação de empresas da região no apoio ao hospital de Camaquã. Entre as empresas citadas está a HT Nutri, apontada como parceira histórica da instituição e responsável por contribuir com o fechamento da área do pronto-socorro.
Outra frente mencionada foi a adesão do hospital ao Pró-Hospitais, mecanismo que permite a participação de empresas privadas por meio de doações com possibilidade de benefício fiscal. A instituição também ampliou a oferta de serviços ambulatoriais, com novos atendimentos nas áreas de dermatologia e cirurgia vascular.
A busca por recursos públicos também permanece entre as prioridades. Conforme explicado na entrevista, o hospital em Camaquã solicitou aumento do recurso de Média e Alta Complexidade (MAC), utilizado no financiamento de serviços especializados do Sistema Único de Saúde (SUS).
A avaliação apresentada é de que o subfinanciamento dos serviços prestados pelo SUS contribui para a geração de déficits hospitalares. Nesse cenário, emendas e parcerias são apontadas como alternativas para auxiliar na manutenção dos serviços e na estruturação dos novos espaços.
Com a conclusão da obra prevista para dezembro, o hospital ainda terá uma etapa de preparação antes da abertura dos 46 leitos. A estrutura precisará ser equipada, receber os profissionais necessários e passar pelos procedimentos de liberação para começar a atender os pacientes.




