política

“Criar novas leis é pura balela”, afirma deputado eleito Ramiro Rosário

O novo parlamentar defende a remoção de amarras burocráticas para destravar o setor privado e conter o êxodo de empresas no RS

Na manhã desta quinta-feira (05), o programa Primeira Hora recebeu o deputado estadual eleito Ramiro Rosário para analisar os resultados das urnas e apresentar as diretrizes de seu futuro mandato na Assembleia Legislativa. Com uma votação expressiva distribuída por 460 municípios gaúchos, o parlamentar relembrou sua ligação pessoal com Camaquã e Arambaré — onde viveu na infância acompanhando a rotina do pai, piloto agrícola conhecido como “comandante Rosário” —, reafirmando seu compromisso com o desenvolvimento da Região Centro-Sul. Durante a entrevista, Ramiro enfatizou que sua atuação na Assembleia não buscará a criação de novas regras, mas sim a travagem de matérias prejudiciais e a revogação de entraves normativos.

"Criar novas leis é pura balela", afirma deputado eleito Ramiro Rosário
Foto: Reprodução

Combate ao excesso burocrático, êxodo populacional e desestatização

Ao avaliar o cenário econômico gaúcho, o convidado apontou o excesso de burocracia e o rigor cartorial como os principais responsáveis por afastar investimentos e provocar o êxodo de mais de 200 mil cidadãos para outros estados e países vizinhos. Apoiado em sua trajetória como secretário municipal de Serviços Urbanos de Porto Alegre, o parlamentar defendeu o enxugamento da máquina pública, a ampliação de concessões ao setor privado e o uso de soluções dinâmicas, como a compra de vagas na rede privada de ensino para suprir a demanda escolar. Ramiro alertou que a complexidade de regras engessa o bom administrador, enquanto favorece a atuação de maus gestores nas sombras. “Quanto mais burocracia se cria, maior é a dificuldade para o bom gestor fazer o que é certo. Nós vivemos sob uma lógica cartorial invertida que parte do princípio da má-fé, punindo quem quer trabalhar e produzir enquanto o Estado falha em penalizar quem comete ilícitos”, ressaltou o convidado no ar.

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Enfrentamento aos privilégios do Judiciário e revisão dos repasses orçamentários

Tratando da crise fiscal do Estado, o deputado eleito classificou a situação financeira gaúcha como caótica e defendeu que os demais Poderes da República compartilhem o esforço de austeridade orçamentária. Ramiro sustentou a necessidade de reavaliar o repasse do duodécimo à Assembleia Legislativa e ao Poder Judiciário, criticando o abismo salarial e as vantagens corporativas usufruídas por setores da magistratura em meio às dificuldades enfrentadas pela população. O futuro parlamentar garantiu que utilizará sua prerrogativa de voto para pautar o fim de benefícios e cobrar maior responsabilidade institucional das instâncias jurídicas. “A crise nunca chega no Judiciário nem no próprio Legislativo, e eu vou enfrentar essa casta e discutir os repasses de valores. Eles vão ter que sentar à mesa para conversar, porque agora o parlamento decide os salários e a destinação dos recursos”, sustentou durante a transmissão.

Segurança jurídica para investimentos

Ramiro Rosário apontou o ativismo judicial como um dos maiores gargalos para o avanço de grandes empreendimentos privados no Rio Grande do Sul, citando os constantes atrasos em licenciamentos e projetos estratégicos como o da CMPC Celulose. Para o entrevistado, a garantia de segurança jurídica e a simplificação de processos são os únicos caminhos para devolver ao Estado a competitividade diante das unidades da federação vizinhas. O parlamentar encerrou reforçando que manterá postura firme de fiscalização e combate às barreiras ideológicas que impedem a geração de empregos na Região Centro-Sul e em todo o território gaúcho. “O Judiciário é um dos maiores responsáveis pelo atraso que vivemos no Estado, travando grandes investimentos privados com canetadas. Vamos trabalhar no parlamento para destravar esses processos, garantir segurança jurídica e permitir que o Rio Grande do Sul volte a crescer”, finalizou o deputado Ramiro.