Tabaco

Abertura da Colheita do Tabaco reúne produtores e lideranças em Rio Pardo

Afubra destaca papel da fumicultura na renda de milhares de famílias gaúchas

A 7ª Abertura Oficial da Colheita do Tabaco no Rio Grande do Sul ocorreu nesta sexta-feira (7), no Parque da Expoagro Afubra, em Rio Pardo. O evento, transferido do interior de Santa Cruz do Sul por causa da previsão de chuva e ventos fortes, marcou o início da safra 2025/26 e reuniu autoridades, produtores e representantes do setor fumageiro.

Abertura da Colheita do Tabaco reúne produtores e lideranças em Rio Pardo. Foto: Fábio Renner/Rádio Acústica FM.
Abertura da Colheita do Tabaco reúne produtores e lideranças em Rio Pardo. Foto: Fábio Renner/Rádio Acústica FM.

A cerimônia é uma realização das secretarias estaduais de Desenvolvimento Rural e de Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, em parceria com a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) e o Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco). Durante o encontro, foi assinado o Acordo de Cooperação Técnica do programa Tabaco é Agro: Diversificação das Propriedades.

Receba todas as notícias da Acústica no seu WhatsApp tocando aqui!

De acordo com o presidente da Afubra, Marcílio Laurindo Drescher, o tabaco segue sendo a principal fonte de renda de milhares de famílias e a expectativa é de uma safra normal no próximo ano, ainda sem estimativas oficiais de produção.

Marcílio Laurindo Drescher

Na safra 2024/2025, o sul do Brasil produziu 719,8 mil toneladas de tabaco, sendo 303,3 mil toneladas no Rio Grande do Sul, distribuídas em 131,7 mil hectares e cultivadas por 69,2 mil famílias. A produtividade média alcançou 2,3 mil quilos por hectare na variedade Virgínia, a mais comum entre os produtores gaúchos.

Instituída em 2017, em Venâncio Aires, a abertura da colheita já passou por Canguçu, Arroio do Tigre, Vale do Sol e São Lourenço do Sul. Nesta edição, em Rio Pardo, o encontro ganhou novo significado por ocorrer às vésperas da 11ª Conferência das Partes (COP 11), da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco, em Genebra, o que reforçou o movimento do setor para defender a atividade agrícola.

Leia também:

Assembleia Legislativa aprova relatório e comitiva gaúcha vai à COP 11 do Tabaco