Na manhã desta terça-feira (03), o programa Primeira Hora recebeu o novo secretário de Educação do Rio Grande do Sul, Roni Miranda Vieira, para detalhar os planos de reestruturação do ensino público gaúcho com base em sua experiência de gestão no Estado do Paraná. Durante a entrevista, o professor concursado e gestor destacou o compromisso de dialogar com diretores e docentes para escutar a comunidade escolar e construir um modelo focado na aprendizagem efetiva e no projeto de vida dos estudantes. O secretário criticou o inchaço curricular e defendeu o fortalecimento da formação técnica integrada ao Ensino Médio, preparando os jovens tanto para o ensino superior quanto para as exigências do mercado de trabalho contemporâneo.

Foco na aprendizagem, educação financeira e o modelo de tempo integral
Ao abordar a metodologia que levou a rede estadual paranaense ao topo do IDEB nacional, o convidado ressaltou que a melhoria dos índices decorre do foco no essencial pedagógico, com acompanhamento constante do aprendizado em sala de aula, além da inclusão de disciplinas de educação financeira e habilidades de comunicação. Para Roni, ensinar conceitos financeiros desde a educação básica é uma medida indispensável para conter o endividamento das famílias e promover o planejamento pessoal dos alunos. O gestor também defendeu a expansão das escolas em tempo integral com atividades práticas de robótica e programação, evitando que os estabelecimentos se tornem meros espaços de permanência passiva. “Educação financeira é fundamental porque o Brasil é um país com milhões de endividados por dificuldade em lidar com crédito. Não existe bala de prata, mas sim um conjunto de ações que vai da estrutura das escolas à definição de um currículo prioritário para que os diretores foquem no aprendizado do aluno”, destacou o secretário no ar.
Escolas cívico-militares democráticas e disciplina de Cidadania e Civismo
Tratando dos modelos de gestão escolar, Roni Miranda Vieira detalhou a proposta de expansão das escolas cívico-militares de forma democrática, condicionada à escolha das famílias e da comunidade de cada região. O secretário enfatizou que a gestão pedagógica e a autoridade em sala de aula permanecem sob responsabilidade exclusiva de professores e diretores concursados, cabendo aos militares da reserva a monitoria e o apoio à disciplina. Além disso, o convidado anunciou o projeto para implementar a disciplina de Cidadania e Civismo na matriz curricular, valorizando os símbolos gaúchos e nacionais e ensinando a estrutura dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. “O programa das escolas cívico-militares é uma opção onde quem deve decidir é o pai e a mãe; o militar cumpre papel de monitoria e não há intromissão no trabalho docente. Também queremos introduzir Cidadania e Civismo para ensinar o funcionamento dos três poderes e fortalecer o respeito aos símbolos do Estado e do país”, explicou durante a transmissão.
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Modernização tecnológica do campo e cooperativas-escola nos colégios agrícolas
O titular da pasta de Educação apresentou um plano para estancar o êxodo rural e modernizar os colégios agrícolas do Rio Grande do Sul por meio do uso de tecnologias avançadas, como pilotagem de drones, softwares de gestão agropecuária e inteligência artificial. O secretário propôs a transformação dessas instituições em cooperativas-escola autossustentáveis, com a instalação de pequenas agroindústrias internas para processamento da produção e treinamento prático dos estudantes. “Não adianta pedir para o aluno ficar no campo oferecendo métodos ultrapassados; precisamos levar tecnologia como manejo de drones e softwares aplicados à agricultura. Vamos transformar os colégios agrícolas em cooperativas-escola para torná-los autossustentáveis e levar a educação gaúcha a uma posição de vanguarda e referência nacional”, finalizou o secretário Roni Miranda.



