A morte de Djavan Pereira Rodrigues, aos 22 anos, completa dez anos nesta sexta-feira (14). Ele foi atingido por um disparo feito por um policial militar durante uma ação da Brigada Militar em 2015, quando os agentes tentavam conter um tumulto em um posto de combustíveis, em Camaquã. O caso foi tratado como homicídio culposo (sem intenção de matar), com agravante de imprudência.

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Segundo o inquérito da Justiça Militar, o policial acreditava que a arma estava carregada com balas de borracha. O disparo, no entanto, foi feito com munição letal. Após responder internamente pelo crime, o policial retornou às atividades nas ruas e, anos depois, chegou a ser homenageado por desempenho na corporação.
A família de Djavan considera que a punição foi branda. “Ele foi imprudente. Não conferiu o tipo de munição que estava usando”, afirmou Isabel Pereira, mãe da vítima. “A gente esperava que ele ficasse afastado das ruas, mas isso não aconteceu.”
Para marcar a data, familiares e amigos realizam nesta sexta-feira uma caminhada silenciosa. A concentração começa às 17h, nas proximidades da sinaleira da rua Presidente Vargas com a Olavo Moraes. O grupo seguirá até a Praça Zeca Netto, onde será exibido um vídeo em homenagem ao jovem.
O irmão de Djavan, Luan Pereira, explica que o ato busca manter viva a memória do rapaz e chamar atenção para a necessidade de mais rigor no uso de armas de fogo por agentes de segurança. “Não queremos que outras famílias passem pelo que passamos. Que a história do meu irmão sirva de alerta”, disse.
A Brigada Militar foi informada sobre a mobilização. A instituição não se manifestou até o fechamento desta edição.




