A gestão da coleta seletiva em Camaquã entra em uma nova fase após o término do contrato com a empresa Terra Ciclo, que não foi renovado. Para garantir a continuidade do serviço e evitar a interrupção no recolhimento dos resíduos, a administração municipal prepara a contratação emergencial de uma cooperativa de reciclagem que já atua na cidade vizinha de Cristal.

O processo ocorre por meio de dispensa de licitação, mecanismo legal permitido para cooperativas de reciclagem formadas por trabalhadores de baixa renda, o que deve acelerar o início das operações.
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Como vai funcionar a operação em Camaquã
O novo modelo será dividido em duas frentes integradas:
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Coleta nos bairros: Ficará a cargo da própria prefeitura, que disponibilizará caminhão próprio e equipe com dois garis já contratados.
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Triagem e processamento: Será realizada pela cooperativa no galpão localizado no antigo aterro sanitário. Os cooperados, em sua maioria moradores de Camaquã, também assumiram o compromisso de reformar equipamentos que estavam fora de uso no local.
Inspiração regional e planos para o futuro
A reestruturação do sistema teve como referência a experiência de São Lourenço do Sul, reconhecida pelos resultados positivos obtidos ao longo de anos com o modelo cooperativo. A iniciativa permitiu à entidade do município vizinho captar recursos federais, incluindo a aquisição de um caminhão por programa governamental e uma prensa por meio de emenda parlamentar.
A meta de Camaquã para o período pós-emergencial é consolidar uma cooperativa local com CNPJ próprio formalizado no município. A medida visa fortalecer a economia solidária, gerar emprego e renda para famílias em situação de vulnerabilidade e habilitar a cidade a receber verbas federais e parlamentares para o setor.

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