A liberação de um dos maiores pacotes de investimentos da história do Rio Grande do Sul entrou em sua reta final. O megaprojeto da multinacional CMPC, focado na criação de um novo polo de celulose e na ampliação da infraestrutura em Barra do Ribeiro — avaliado em impressionantes R$ 27 bilhões —, depende de uma validação iminente do poder público.

A nova titular da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Semil-RS), Isa Carla Osterkamp, assumiu o cargo com a missão de destravar os trâmites burocráticos e conceder a licença ambiental prévia para o complexo industrial nas próximas semanas. A declaração foi feita em entrevista concedida ao Jornal do Comércio.
Osterkamp assumiu o posto em substituição a Marjorie Kauffmann, que migrou para a superintendência do Sebrae-RS. Com foco na conclusão dos compromissos da gestão Eduardo Leite até o encerramento do mandato, a secretária adiantou que os laudos técnicos e jurídicos apontam para um desfecho favorável ao empreendimento.
Receba todas as notícias da Acústica no seu WhatsApp tocando aqui!
Reta Final para a Licença Ambiental da CMPC
Segundo a secretária, o processo conduzido em conjunto com a Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) caminha a passos largos para um parecer positivo para a CMPC. O empreendimento é visto como estratégico não apenas pela geração de empregos, mas também para reforçar o portfólio ambiental do Estado em fóruns internacionais, como a Semana do Clima em Nova York e a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP).
Infraestrutura e Meio Ambiente Sob a Mesma Pasta
Questionada sobre os bastidores políticos que sugerem o faturamento ou a separação do Meio Ambiente e da Infraestrutura em duas secretarias distintas — pleito defendido por empresários do setor energético —, Osterkamp rejeitou categoricamente a mudança.
De acordo com a gestora, a fusão das áreas acelerou processos burocráticos e permitiu que a preservação ecológica andasse lado a lado com o desenvolvimento econômico gaúcho. A prioridade da pasta até o final do ano será o aperfeiçoamento contínuo dos sistemas digitais de licenciamento, alinhando a eficiência do Estado com as diretrizes da Lei Geral de Licenciamento Ambiental.



