Religiosidade

Católicos seguem maioria em Camaquã

Número de moradores católicos reduziu, mas continua acima de 50% em Camaquã

O número de católicos caiu e o de evangélicos cresceu em Camaquã, segundo o Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A pesquisa mostra que 55,7% da população se declarou católica apostólica romana, o equivalente a 30,5 mil pessoas. Em 2010, eram 40,8 mil católicos.

Católicos seguem maioria em Camaquã. Foto: Valerio Weege/Rádio Acústica FM.
Católicos seguem maioria em Camaquã. Foto: Valerio Weege/Rádio Acústica FM.

As igrejas evangélicas, somadas, reúnem 33,6% dos moradores, cerca de 18,3 mil fiéis. Doze anos antes, eram 17,5 mil. O grupo que se identifica como sem religião também aumentou: passou de 2 mil para 2,6 mil, o que representa 4,7% da população.

Os dados levam em conta a fé de pessoas de 10 anos ou mais.

Matriz africana em ascensão 

Entre as religiões de matriz africana, a umbanda e o candomblé registraram avanço expressivo, de 140 adeptos em 2010 para 802 em 2022, o equivalente a 1,4% dos habitantes. Os espíritas caíram de 969 para 846 pessoas, enquanto tradições indígenas, ausentes no levantamento anterior, somaram 28 declarantes.

Outras religiões, entre elas budismo e judaísmo, reúnem 2,8% da população, ou cerca de 1,5 mil pessoas.

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Os dados indicam que, embora o catolicismo siga majoritário, o município acompanha a tendência nacional de diversificação religiosa observada nas últimas décadas.

Religião no Brasil

O Censo Demográfico de 2022 mostrou a consolidação das mudanças do perfil religioso do Brasil. O catolicismo apostólico romano, que em 2010 concentrava 65,1% (105,4 milhões) da população de 10 anos ou mais, passou a representar 56,7% (100,2 milhões) em 2022, uma redução de 8,4 pontos percentuais. Por outro lado, observou-se o aumento de 5,2 pontos percentuais na proporção de evangélicos, passando de 21,6% em 2010 (35 milhões) para 26,9% em 2022 (47,4 milhões).

A proporção de pessoas que se declararam sem religião teve um aumento de 1,3 pontos percentuais entre 2010 e 2022, passando de 7,9% para 9,3%. Também houve aumento nas religiões de umbanda e candomblé (de 0,3 % em 2010 para 1,0%, em 2022) e outras religiosidades (de 2,7% para 4,0%). Houve pequeno declínio na religião espírita (de 2,2% para 1,8%). As religiosidades de tradições indígenas representaram 0,1% das declarações.