A CMPC Celulose assinou nesta terça-feira (20) o contrato de concessão de uma área no Porto do Rio Grande para a implantação de um terminal portuário destinado ao escoamento de celulose. O investimento previsto é de R$ 1,5 bilhão, com contrato de concessão por 25 anos. O empreendimento integra o Projeto Natureza, que contempla a construção de uma nova fábrica de celulose em Barra do Ribeiro, com aporte total superior a R$ 27 bilhões, considerado o maior investimento privado já anunciado no Rio Grande do Sul.

A assinatura ocorreu em ato oficial que contou com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, além de autoridades estaduais e federais. O terminal é apontado como peça estratégica para viabilizar a logística da futura planta industrial da CMPC no Estado.
Área sem uso desde 2014 será reativada para logística de celulose
A área concedida no Porto do Rio Grande estava sem utilização desde 2014, após o colapso de um antigo projeto ligado à indústria naval, afetado pelos escândalos de corrupção junto à União revelados à época. Com o novo contrato, o espaço será reativado e destinado exclusivamente ao transporte e à exportação de celulose.
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Durante o evento, o governador Eduardo Leite (PSD) destacou a relevância histórica do investimento e o papel do Estado para viabilizar o projeto. “Esta área, que ficou totalmente parada desde 2014, agora vai se transformar em um espaço para transporte de celulose, com mais de 2 mil empregos aqui e outros 6 mil em Barra do Ribeiro. O Estado fez a sua lição de casa, com incentivos, com o novo zoneamento da silvicultura e com muito trabalho junto ao governo federal para viabilizar concessões e licenças. Nos próximos anos, vamos ver uma grande transformação na economia gaúcha a partir desse projeto”, afirmou o governador.
Estrutura amplia capacidade logística do Porto do Rio Grande
O futuro terminal portuário contará com dois berços de atracação para navios, dois berços destinados a barcaças e um armazém com capacidade estática para 194 mil toneladas de celulose. A estrutura amplia de forma significativa a capacidade logística do Porto do Rio Grande e fortalece o complexo portuário gaúcho no cenário nacional e internacional.
Na fase de implantação, a previsão é de geração de mais de 1,2 mil empregos. Já na etapa de operação, a estimativa é de cerca de 450 empregos diretos e mais de 2,1 mil indiretos, envolvendo trabalhadores avulsos e caminhoneiros.
Contrapartida prevê dragagem e beneficia todo o complexo portuário
Como contrapartida pela concessão, o projeto prevê o repasse de R$ 142,7 milhões à Portos RS. Os recursos serão destinados à dragagem de aprofundamento do Canal de Acesso e da Bacia de Evolução do Porto Novo. A intervenção beneficiará não apenas o novo terminal da CMPC, mas todas as cargas operadas na área, aumentando a competitividade do porto.
O investimento se soma às ações do Plano Rio Grande, programa liderado pelo governo estadual para reconstrução e fortalecimento da infraestrutura do Estado. Segundo dados oficiais, o plano já mobilizou cerca de R$ 731 milhões em dragagens nas hidrovias e obras de infraestrutura, além de R$ 104 milhões específicos para dragagem no Porto do Rio Grande, incluindo serviços de batimetria e retirada de sedimentos para ampliação do calado dos canais de navegação.
Agenda oficial inclui contratos para construção naval
Após a assinatura do contrato no porto, a agenda oficial seguiu no Estaleiro Rio Grande, da Ecovix. No local, foram assinados contratos que preveem a construção de cinco navios gaseiros encomendados pela Transpetro, subsidiária da Petrobras, dentro do Programa Mar Aberto, do governo federal.
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