No programa Esquina Democrática deste sábado (06), o cenário esportivo e o orgulho local ganharam destaque com a presença de Murilo Cardoso Neves, atleta de jiu-jitsu nascido em Camaquã. O jovem competidor celebrou no programa a sua mais recente e expressiva conquista: o título de campeão mundial na faixa azul. O feito internacional coroou uma trajetória de muita dedicação nos tatames e projetou o nome da região para o mundo, transformando o programa em um espaço de celebração do talento e da persistência que caracterizam o esporte de alto rendimento.

A consagração máxima
O título mundial foi conquistado na famosa “Pirâmide”, na Califórnia, considerada o templo sagrado da modalidade por ser o maior ginásio do mundo construído especificamente para esses eventos. Em uma chave disputadíssima com 70 atletas de continentes como Ásia, Europa e América, Murilo brilhou ao fazer seis lutas e finalizar quase todos os seus adversários. O desempenho avassalador garantiu não apenas a medalha de ouro, mas também uma honra tradicional do esporte, como ele mesmo relatou: “como esse campeonato é considerado o maior campeonato do mundo quem é campeão nesse campeonato acaba sendo promovido de faixa. No pódio mesmo e eu conquistei a minha faixa roxa“, pontuou.
Receba todas as notícias da Acústica no seu WhatsApp tocando aqui!
Superação financeira
Por trás das medalhas de ouro no Mundial e de prata no Pan-Americano e no Europeu, existe uma história de superação financeira comum a muitos atletas brasileiros que enfrentam os altos custos de viajar para o exterior. Murilo relembrou com orgulho que, durante muito tempo, precisou fazer arrecadações nas sinaleiras para conseguir competir, mas celebrou o momento atual de maior estabilidade graças aos patrocinadores e ao suporte do Instituto Aliance, que cobriu suas despesas para o Mundial.
Raízes camaquenses
Apesar de treinar na capital sob a inspiração de grandes nomes como seu mestre Mário Reis e o multicampeão Nicholas Meregali, Murilo fez questão de reforçar seu vínculo e sua gratidão a Camaquã, mencionando os apoiadores locais que o ajudaram desde o início de sua jornada, incluindo comércios da cidade e a cirurgiã que tratou um problema de saúde que atrapalhava seu rendimento. Para os jovens que pensam em seguir seus passos na modalidade que cresce cada vez mais e lota ginásios pelo país, o novo faixa-roxa deixou um conselho valioso sobre a essência da competição. De acordo com Murilo, “acho que a coisa mais importante é fazer o que a gente gosta. Não fazer por pressão dos outros ou fazer por qualquer outro motivo mas estar lá lutando porque a gente gosta de lutar”, concluindo.





