No programa Esquina Democrática deste sábado (06), o debate político e social de Camaquã ganhou contornos de esclarecimento técnico e fiscalização com a presença do vereador Professor Claiton (PDT). O parlamentar trouxe à tona os detalhes da recente e polêmica votação na Câmara de Vereadores que envolve as verbas destinadas à educação do município. Durante sua participação, Claiton buscou desmistificar a narrativa oficial de que novos investimentos estariam sendo injetados na rede de ensino, contextualizando as decisões do legislativo diante da realidade financeira local e posicionando-se de forma crítica em relação à gestão dos recursos públicos.

Claiton afirma que recursos já existem
O vereador explicou detalhadamente que a medida aprovada não se trata da chegada de verbas inéditas para Camaquã, mas sim de um remanejamento contábil interno de valores já existentes no Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). Para ilustrar a situação didaticamente, o parlamentar utilizou a analogia de que a administração municipal está apenas mudando o dinheiro de lugar. Segundo ele, “o projeto não cria uma nova receita, ele não é um dinheiro novo, ele apenas traz o próprio texto do projeto mediante redução orçamentária de dotações já existentes”, de modo que o montante total da educação permanece exatamente o mesmo, sem acréscimos práticos.
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Destinação dos recursos
Ao detalhar as movimentações do orçamento, Professor Claiton apontou que a prefeitura está retirando R$ 2,8 milhões de áreas como a manutenção do ensino fundamental e contratações temporárias para direcionar a uma conta específica para as escolas de tempo integral. No entanto, o parlamentar fez um alerta importante sobre o destino final desse montante, ressaltando que “esse recurso vai servir para isso: para pagar o salário, os encargos patronais e as despesas de pessoal. Não é para investimento dentro da escola, para ampliar, para colocar mais equipamento ou material“. Para ele, a verdadeira escola de tempo integral exige atividades diversificadas como música e arte para o desenvolvimento do aluno, algo que vai além de meros ajustes de folha de pagamento.
Cobrança por Transparência
Por fim, o convidado criticou duramente a forma como o governo municipal divulgou a votação, acusando o Executivo de tentar mascarar uma adequação burocrática necessária para a prestação de contas como se fosse um ganho inédito. O vereador enfatizou que “a tentativa que houve dentro da Câmara foi de dizer que esse que era um recurso novo que o município estava investindo 2 milhões na educação de tempo integral. (…) Agora nós não podemos dizer que é um investimento porque não é”, afirmou.



