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A ciência dos “dormidores curtos”: quem dorme pouco sem prejuízo à saúde

Entre 1% e 3% da população consegue dormir apenas quatro ou cinco horas por noite e acordar bem, sem sinais de cansaço ou perda de memória

Entre 1% e 3% da população consegue dormir apenas quatro ou cinco horas por noite e acordar bem, sem sinais de cansaço ou perda de memória. São os chamados “dormidores curtos”, identificados pela primeira vez em 2009 por pesquisadores da Universidade da Califórnia, em São Francisco.

A ciência dos “dormidores curtos”: quem dorme pouco sem prejuízo à saúde
A ciência dos “dormidores curtos”: quem dorme pouco sem prejuízo à saúde. Foto: Divulgação

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O grupo apresenta mutações genéticas raras, como no gene DEC2, que tornam o sono mais eficiente. Experimentos com animais mostraram que essas alterações reduzem a necessidade de descanso sem comprometer a saúde. Estudos posteriores também apontaram ligações com os genes ADRB1, NPSR1, GRM e, mais recentemente, SIK3-N783Y.

Ao contrário de quem sofre privação de sono, os dormidores curtos não desenvolvem problemas cardíacos, depressão, baixa imunidade ou lapsos de memória. A explicação pode estar em um metabolismo otimizado, em maior intensidade da fase profunda do sono ou em processos de limpeza cerebral mais eficazes.

Especialistas veem nesses achados a possibilidade de desenvolver terapias contra insônia e outros distúrbios do sono. Mas alertam que a maioria das pessoas não deve tentar imitar o padrão. A recomendação para adultos continua sendo de sete a nove horas diárias.

Tags: Ciência, dormidores curtos, dormir, Saúde