saúde masculina

Andropausa pós-40: Dr. Rafael Fraga explica sintomas e como tratar queda hormonal

Dr. Rafael Fraga detalha os impactos da perda de testosterona na libido, sono e humor dos homens, além dos tratamentos disponíveis

Na manhã desta terça-feira (22), o programa Primeira Hora recebeu o médico urologista Dr. Rafael Fraga para um bate-papo sobre a saúde hormonal do homem e os desafios da andropausa. Durante a entrevista, o especialista abordou como o declínio na produção de testosterona afeta diretamente a rotina masculina, provocando sintomas que vão muito além do desempenho sexual, como fadiga crônica, oscilações no humor e alterações físicas no corpo. Fraga explicou que, diferentemente da menopausa nas mulheres, que ocorre de forma rápida, a desaceleração hormonal nos homens é progressiva a partir dos 40 anos, embora também possa atingir jovens de 25 a 30 anos por meio do hipogonadismo hipogonadotrófico.

Andropausa pós-40: Dr. Rafael Fraga explica sintomas e como tratar queda hormonal
Foto: Ilustrativa

Injeções, comprimidos estimulantes e preservação da fertilidade

Para reverter esse quadro, o Dr. Rafael Fraga destacou a importância de buscar avaliação médica individualizada antes de iniciar qualquer reposição hormonal. O médico explicou que as opções de tratamento variam conforme a idade e o perfil do paciente, indo desde as tradicionais injeções musculares de testosterona pura até o uso de comprimidos estimulantes. Essa segunda alternativa é amplamente recomendada para homens com menos de 60 anos que ainda desejam ter filhos, pois age estimulando o próprio cérebro a enviar sinais aos testículos para fabricar o hormônio naturalmente, sem comprometer a fertilidade ou causar a redução do tamanho dos órgãos reprodutores. 

Estilo de vida, sono reparador e o impacto do ambiente

Além do acompanhamento medicamentoso, a manutenção de hábitos saudáveis e o controle do estresse foram apontados como pilares cruciais para a regulação do metabolismo e a longevidade com qualidade. O especialista destacou que a prática de exercícios físicos regulares libera endorfinas que promovem o bem-estar e melhoram a qualidade do descanso noturno. Alinhado a isso, o respeito ao ciclo circadiano — dormindo por volta das 21h30 às 22h para despertar ao nascer do sol — garante a reparação hormonal necessária. Por outro lado, um ambiente doméstico instável e marcado por brigas constantes eleva os níveis de estresse e prejudica a liberação de neurotransmissores como a serotonina.

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Quebra de tabus e foco na qualidade de vida masculina

Dr. Rafael Fraga reforçou a necessidade de derrubar os estigmas em torno do envelhecimento masculino, incentivando que os homens conversem abertamente com seus médicos sobre as mudanças físicas e emocionais que enfrentam. O profissional ressaltou que a medicina moderna permite que idosos na faixa dos 70 ou 80 anos mantenham uma rotina extremamente ativa e plena, redefinindo o conceito tradicional de velhice quando há o cuidado adequado com a saúde hormonal e metabólica. “A andropausa é um assunto que tem que ser conversado cada vez mais com os médicos. Vemos pessoas de 70 ou 80 anos ativas, no auge da vida, então nem dá para chamar de idoso se houver qualidade de vida e acompanhamento correto”, concluiu o convidado.