Na manhã desta terça-feira (22), o programa Primeira Hora recebeu o médico urologista Dr. Rafael Fraga para um bate-papo sobre a saúde hormonal do homem e os desafios da andropausa. Durante a entrevista, o especialista abordou como o declínio na produção de testosterona afeta diretamente a rotina masculina, provocando sintomas que vão muito além do desempenho sexual, como fadiga crônica, oscilações no humor e alterações físicas no corpo. Fraga explicou que, diferentemente da menopausa nas mulheres, que ocorre de forma rápida, a desaceleração hormonal nos homens é progressiva a partir dos 40 anos, embora também possa atingir jovens de 25 a 30 anos por meio do hipogonadismo hipogonadotrófico.

Injeções, comprimidos estimulantes e preservação da fertilidade
Estilo de vida, sono reparador e o impacto do ambiente
Além do acompanhamento medicamentoso, a manutenção de hábitos saudáveis e o controle do estresse foram apontados como pilares cruciais para a regulação do metabolismo e a longevidade com qualidade. O especialista destacou que a prática de exercícios físicos regulares libera endorfinas que promovem o bem-estar e melhoram a qualidade do descanso noturno. Alinhado a isso, o respeito ao ciclo circadiano — dormindo por volta das 21h30 às 22h para despertar ao nascer do sol — garante a reparação hormonal necessária. Por outro lado, um ambiente doméstico instável e marcado por brigas constantes eleva os níveis de estresse e prejudica a liberação de neurotransmissores como a serotonina.
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Quebra de tabus e foco na qualidade de vida masculina
Dr. Rafael Fraga reforçou a necessidade de derrubar os estigmas em torno do envelhecimento masculino, incentivando que os homens conversem abertamente com seus médicos sobre as mudanças físicas e emocionais que enfrentam. O profissional ressaltou que a medicina moderna permite que idosos na faixa dos 70 ou 80 anos mantenham uma rotina extremamente ativa e plena, redefinindo o conceito tradicional de velhice quando há o cuidado adequado com a saúde hormonal e metabólica. “A andropausa é um assunto que tem que ser conversado cada vez mais com os médicos. Vemos pessoas de 70 ou 80 anos ativas, no auge da vida, então nem dá para chamar de idoso se houver qualidade de vida e acompanhamento correto”, concluiu o convidado.



