A Portos RS iniciou, neste mês, a dragagem do Canal São Gonçalo, em Pelotas, com a previsão de remover 457 mil metros cúbicos de sedimentos. O objetivo é assegurar a profundidade mínima de 5,50 metros em trechos essenciais para a navegação no Estado.

A dragagem faz parte de um pacote de R$ 731 milhões em investimentos destinados à recuperação da navegabilidade em diferentes pontos do Rio Grande do Sul. Atualmente, os trabalhos avançam também nos canais de Pedras Brancas e Leitão.
Para outubro, está prevista a dragagem do Canal Furadinho, enquanto os serviços no Canal Feitoria devem começar ainda neste mês, após a conclusão da contratação.
Impacto para o setor hidroviário
Segundo o secretário estadual de Logística e Transportes, Juvir Costella, a intervenção fortalece o modal hidroviário no Rio Grande do Sul. “A execução dos trabalhos irá contribuir diretamente para que possamos potencializar o desenvolvimento do Estado nesse setor”, afirmou.
O presidente da Portos RS, Cristiano Klinger, reforçou que a dragagem é uma medida essencial para a segurança e competitividade da navegação: “Os investimentos realizados têm papel decisivo para o avanço das hidrovias como alternativa sustentável e eficiente no transporte de cargas”, destacou.
Próximas etapas das obras
O governo finalizou, nesta semana, o processo licitatório do Canal do Rio Grande, com a homologação da empresa vencedora. Ao longo dos 15 meses de contrato, a estimativa é de retirada de mais de 15 milhões de metros cúbicos de sedimentos.
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Relação com o Plano Rio Grande
As ações de dragagem foram priorizadas após as enchentes de 2024, que ampliaram o acúmulo de sedimentos nas hidrovias gaúchas. O conjunto de intervenções integra o Plano Rio Grande, programa coordenado pelo governador Eduardo Leite.
A iniciativa, financiada pelo Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs), busca proteger a população, reconstruir o Estado e fortalecer sua infraestrutura frente a futuros desafios.




