O programa Primeira Hora desta terça-feira (26) recebeu o urologista Dr. Rafael Fraga para debater as complexidades da saúde sexual masculina, trazendo um foco humanizado sobre a ejaculação precoce. O especialista abriu a entrevista compartilhando o caso clínico real de um paciente de 30 anos que, após enfrentar o encurtamento progressivo do ato sexual, sofreu com a ausência de ereção. Fraga usou o exemplo para quebrar tabus e alertar que a disfunção não escolhe idade, sendo fundamental compreender a raiz do problema.

Condicionamento de Infância
O médico detalhou como o histórico de vida e fatores biológicos silenciosos influenciam diretamente o desempenho masculino. O urologista destacou que o estresse e desequilíbrios hormonais ou de neurotransmissores, como a serotonina, são gatilhos comuns, além de hábitos cotidianos como o consumo excessivo de café e bebidas à base de cola, que aumentam a sensibilidade física. Ele também chamou a atenção para os bloqueios psicológicos construídos no início da juventude. “Normalmente na época da adolescência, no começo da atividade sexual, os homens por medo de serem flagrados… acabam se condicionando a ejacular mais rápido, isso é o que a gente chama condicionamento”, pontuou o especialista, desmistificando o peso mental que muitos carregam.
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Hipersensibilidade física
Outro ponto abordado foi a diferenciação entre os problemas psicológicos e as barreiras estritamente físicas, como a fimose e o chamado “freio curto” no pênis. De acordo com o Dr. Rafael Fraga, essa condição anatômica gera um estímulo térmico e tátil exagerado no momento da penetração, fazendo com que o homem mude o tempo de resposta de forma involuntária. O médico fez um alerta contundente contra o uso indiscriminado de estimulantes sexuais sem acompanhamento especializado, reforçando que “o azulzinho não resolve nesse caso” e que a pressão para manter a rigidez acaba bloqueando o fluxo natural do ato, já que a relação íntima não deve ser guiada pela obrigação ou pelo pensamento racional.
A Importância do tratamento
No encerramento de sua participação, o convidado defendeu a busca imediata por apoio profissional, ressaltando que o sucesso terapêutico alcança 99% dos casos quando há o diagnóstico correto. O tratamento eficaz deve ir além do consultório do urologista, integrando cuidados médicos e suporte emocional de forma combinada. Fraga destacou que o estopim para a busca de ajuda muitas vezes nasce da insatisfação pessoal do próprio homem, e concluiu orientando que a recuperação da qualidade de vida depende de uma abordagem integral. “Tem que ser multi, né? A gente pegar e olhar ‘vou dar um remédio para ansiedade’, não vai melhorar numa grande parcela dos homens”, finalizou, sugerindo o acompanhamento conjunto com psicólogos ou psiquiatras para tratar os traumas inconscientes.



