Durante entrevista concedida na manhã desta sexta-feira (12), a advogada tributarista Luciana Pereira da Costa analisou os impactos de informações que vêm circulando sobre o mercado agropecuário brasileiro e as exportações de carne para a União Europeia (UE). Segundo ela, algumas interpretações divulgadas recentemente não encontram respaldo nos dados disponíveis e acabam gerando insegurança no setor produtivo.

Luciana Pereira da Costa destacou que a própria demanda europeia aponta para uma tendência de aumento das importações de carne nos próximos anos, o que abre oportunidades para países produtores como o Brasil. Na avaliação da especialista, o país segue em posição de destaque internacional pela capacidade produtiva e pela competitividade dos preços, especialmente no segmento da carne bovina.
A advogada também comentou as diferenças entre os mercados brasileiro e uruguaio, observando que fatores como carga tributária e custos de produção influenciam diretamente a rentabilidade dos produtores. Para ela, o debate público deveria estar concentrado em medidas que fortaleçam a economia, ampliem a competitividade do agronegócio e estimulem as exportações.
Durante a entrevista, Luciana criticou o que classificou como “narrativas falsas” envolvendo o setor agropecuário. Segundo ela, a disseminação de informações sem embasamento pode prejudicar produtores rurais e gerar instabilidade em um segmento considerado fundamental para a economia nacional.
A tributarista ressaltou ainda que a melhor forma de combater desinformações é ampliar o acesso da população a informações qualificadas e baseadas em dados concretos. Ela afirmou que o agronegócio tem papel estratégico no desenvolvimento do país e defendeu maior valorização do setor, especialmente diante de sua relevância para a geração de empregos, renda e exportações.
Ao final da participação, Luciana reforçou a importância de acompanhar os desdobramentos do cenário econômico e tributário, destacando que as decisões tomadas nos próximos meses poderão influenciar diretamente a competitividade do agro brasileiro nos mercados nacional e internacional.



