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Governo amplia opções de trabalho em penitenciária de Guaíba

Em 1º de agosto entrou em operação um termo de cooperação com a Indústria de Calçados e Bolsas Guaíba, ligada à Beira Rio Calçados

O governo do Estado intensifica ações para diversificar opções de trabalho nas unidades prisionais, com objetivo de contribuir para a reinserção social de apenados. Em 1º de agosto entrou em operação um termo de cooperação com a Indústria de Calçados e Bolsas Guaíba, ligada à Beira Rio Calçados, na Penitenciária de Guaíba (PEFG), onde 20 mulheres que cumprem pena participam de atividades de formação.

Apenadas podem optar por guardar o dinheiro do trabalho na conta ou passar o cartão para ajudar financeiramente a família - Foto: Arthur Plácido/Ascom SSPS
Apenadas podem optar por guardar o dinheiro do trabalho na conta ou passar o cartão para ajudar financeiramente a família - Foto: Arthur Plácido/Ascom SSPS

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O secretário de Sistemas Penal e Socioeducativo, Jorge Pozzobom, afirmou que o sistema prisional deve oferecer oportunidades de mudança, e que a parceria permite acesso a capacitação e a renda. Ele ressaltou também o reconhecimento ao trabalho da Polícia Penal e à empresa por viabilizar a iniciativa.

A articulação com a empresa calçadista começou em novembro de 2024 por meio do Departamento de Tratamento Penal (DTP), setor da Polícia Penal vinculado à Secretaria de Sistemas Penal e Socioeducativo (SSPS). Após a solução de questões técnicas para a instalação do maquinário, as detentas passaram por período de aprendizagem até a última semana de julho.

A diretora da unidade, Fernanda Kersting, disse que o treinamento é necessário para ensinar as atividades e para suprir a falta de experiência de trabalho de muitas participantes. Segundo ela, desde o início do projeto houve mudança na rotina: antes, duas horas de pátio e 22 horas de cela; agora, jornada de oito horas de trabalho.

O termo de cooperação tem validade de cinco anos e prevê atividades de acabamento de calçados em couro e de fabricação de bolsas. As 20 participantes recebem 75% do salário-mínimo e têm remição de pena de um dia a cada três dias trabalhados.

A iniciativa integra ações do governo voltadas para ampliar as alternativas de trabalho nas unidades prisionais e reduzir efeitos da exclusão social sobre as pessoas que cumprem pena.

Tags: Governo do Estado, Guaíba, penitenciária