O trato urinário, formado por rins, ureteres, bexiga, uretra e, no caso dos homens, próstata e testículos, está sujeito a infecções que podem ocorrer de forma isolada ou em conjunto. Ardência ao urinar, dor na bexiga e mau cheiro na urina estão entre os sintomas mais conhecidos.

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De acordo com o urologista Rafael Fraga, em muitos casos a infecção não apresenta sinais claros. Idosos acima dos 80 anos são os mais vulneráveis: podem desenvolver o quadro sem dor, apenas com lentidão, confusão mental e falta de apetite.
“É a segunda infecção mais comum no ser humano, atrás apenas da gripe”, afirmou. Só nos Estados Unidos, foram 7 milhões de consultas no último ano por esse motivo.
O diagnóstico é feito por exames de sangue e urina, recomendados uma vez por ano no check-up clínico. Eles ajudam a detectar não apenas a infecção, mas também alterações renais, presença de sangue microscópico ou níveis anormais de ferro e proteínas.
Em alguns casos, a infecção está ligada a cálculos renais ou vesicais. Nessa situação, não basta tratar com antibióticos. A remoção do cálculo é necessária para eliminar a causa.
“Se o paciente tem pedra e infecção, o tratamento precisa resolver as duas condições”, explicou o médico, que recentemente operou um homem de 80 anos para retirar uma pedra de 2,5 centímetros da bexiga.
Segundo Fraga, a prevenção depende da produção de urina. A ingestão de líquidos, seja água ou sucos cítricos ricos em citrato, ajuda a reduzir o risco de novas formações de pedra nos rins.



