Na manhã desta terça-feira (18), o programa Primeira Hora contou com a presença do médico Dr. Rafael Fraga para um alerta sobre a saúde materna. Em pauta, as infecções do trato urinário durante o período gestacional, apontadas pelo especialista como o quadro infeccioso bacteriano mais frequente entre as grávidas. Dr. Fraga explicou que o próprio organismo feminino passa por transformações anatômicas e hormonais drásticas que favorecem a proliferação de microorganismos.

Evolução do quadro
O médico alertou que a falta de tratamento adequado pode fazer com que uma cistite simples suba rapidamente para os rins, resultando em complicações graves tanto para a mãe quanto para o bebê. O comprometimento renal aumenta significativamente os riscos de descolamento prematuro da placenta e pode desencadear o trabalho de parto antes do tempo, comprometendo o desenvolvimento do recém-nascido. “A infecção nos rins pode levar ao parto prematuro, ao baixo peso do bebê ao nascer e ao risco de pulmões imaturos”, advertiu o convidado.
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Bacteriúria assintomática
Um dos pontos mais reforçados na entrevista foi a existência da bacteriúria assintomática, condição em que a gestante abriga bactérias na urina sem apresentar qualquer desconforto ou dor. Diferentemente do público geral, a presença bacteriana sem sintomas durante a gravidez precisa ser combatida obrigatoriamente para evitar o avanço da infecção para a corrente sanguínea ou rins. Por esse motivo, o especialista enfatizou a necessidade de realizar o exame de urina comum aliado à urocultura logo no início da gestação e de forma repetida a cada trimestre do pré-natal.
Prevenção, hábitos saudáveis e os perigos da automedicação
Ao tratar da conduta terapêutica, o convidado fez um apelo severo contra o uso de remédios por conta própria, lembrando que certas substâncias podem causar malformações fetais se ingeridas sem orientação profissional. Ele assegurou que existem antibióticos perfeitamente seguros para cada fase da gravidez e que a escolha correta é sempre orientada por critérios médicos. O médico ressaltou a relevância das consultas periódicas e recomendou hábitos simples do dia a dia. “Ingerir cerca de dois litros de água por dia e nunca segurar a urina são medidas preventivas essenciais“, concluiu o profissional ao incentivar as futuras mães a manterem a rotina de exames em dia.



