A Auditoria-Fiscal do Trabalho, ligada ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), retirou 142 adolescentes de situações irregulares de trabalho em empresas do setor calçadista da Região Metropolitana de Porto Alegre. A operação foi realizada entre os dias 8 e 12 de junho nos municípios de Sapiranga, Rolante, Parobé e Igrejinha, onde foram identificados jovens atuando em atividades proibidas para menores de 18 anos.

Durante a fiscalização, os auditores encontraram adolescentes operando máquinas industriais, manuseando produtos químicos e trabalhando em ambientes com níveis elevados de ruído. Também foram constatadas atividades envolvendo objetos cortantes e transporte manual de cargas acima dos limites permitidos pela legislação. Ao todo, 67 empresas foram vistoriadas, e irregularidades relacionadas ao trabalho infantil foram verificadas em 82% dos estabelecimentos inspecionados.
Adolescentes eram expostos a trabalhos de risco
O balanço divulgado nesta quarta-feira (17) aponta que os casos envolvem adolescentes entre 12 e 17 anos. Entre os 142 trabalhadores afastados, 87 exerciam funções consideradas de maior risco, como a operação de equipamentos motorizados ou a exposição a solventes, adesivos e outras substâncias nocivas à saúde.
A fiscalização identificou ainda duas adolescentes, de 12 e 13 anos, trabalhando em contato com solventes e cola à base de hidrocarbonetos. A jovem de 13 anos também atuava na operação de uma prensa, atividade vedada para menores de idade. Outros 55 adolescentes foram encontrados em ambientes com excesso de ruído, utilizando instrumentos perfurocortantes ou realizando esforço físico incompatível com os limites legais estabelecidos para a faixa etária.
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Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, a operação teve como objetivo combater o trabalho infantil e garantir o cumprimento das normas de proteção à saúde, à segurança e ao desenvolvimento de crianças e adolescentes.




