A disfunção erétil atinge metade dos homens com mais de 40 anos, segundo o urologista Rafael Fraga. O especialista explica que o problema, também conhecido como impotência sexual, pode ter causas físicas ou psicológicas e deve ser investigado com exames clínicos.

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Em entrevista ao programa Primeira Hora desta sexta-feira (12), Fraga destacou que a origem da disfunção varia conforme a idade. Entre jovens até 30 anos, fatores emocionais são predominantes. Já após os 40, doenças como diabetes, hipertensão e a queda na produção de hormônios tornam-se as principais responsáveis.
“Em pacientes com pressão alta ou diabetes, até 80% relatam dificuldades para manter relações sexuais”, afirmou. Segundo ele, a disfunção envolve diferentes situações: dificuldade em obter ou sustentar a ereção, perda precoce da rigidez peniana, diminuição do desejo ou problemas de ejaculação.
A avaliação médica inclui exames de sangue para identificar alterações hormonais e deficiências de vitaminas, além de testes sobre circulação peniana, próstata e sistema nervoso. Nos homens acima dos 60 anos, 90% apresentam algum grau de disfunção erétil, muitas vezes ligada a doenças da próstata.
Fraga ressaltou que a questão deve ser vista como um problema de casal. “O ideal é que marido e esposa participem juntos da consulta, porque muitas vezes existem queixas de ambos e dificuldades em conversar sobre sexualidade”, disse.
Além da disfunção erétil, o médico respondeu a uma ouvinte sobre cálculos renais. Ele explicou que pedras pequenas só devem ser retiradas se causarem dor. Cálculos com mais de 6 milímetros, no entanto, costumam exigir cirurgia.



