Pará

Motorista de aplicativo é acusado de estuprar passageiras utilizando bíblia

Ele responderá pelos crimes de estupro e importunação sexual

A Polícia Civil do Amazonas prendeu nesta quarta-feira (3) em Monte Alegre, no Pará, um motorista de aplicativo de 38 anos. Ele é acusado de estuprar passageiras em Manaus, capital do Amazonas.

Motorista de aplicativo é acusado de estuprar passageiras utilizando bíblia
Foto: Ilustração/Pixabay

A detenção ocorreu em ação conjunta com a Polícia Civil do Pará, que cumpriu ordem de prisão expedida pela Justiça. O suspeito foi transferido para o sistema prisional e ficará à disposição do tribunal. Ele responderá pelos crimes de estupro e importunação sexual (ato de constranger alguém com fins sexuais).

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Motorista de aplicativo é acusado de estuprar passageiras utilizando bíblia

Várias denúncias contra o motorista surgiram em 2023, quando passageiras registraram queixas na delegacia após relatos de abuso durante as corridas. Relatos coletados pelo portal CGN indicam que Marcelo utilizava trechos da Bíblia para manipular as vítimas. Em algumas ocasiões, o suspeito abordou temas íntimos, como sexo durante a gravidez, para constranger as passageiras.

O uso de textos religiosos para coagir as mulheres tornou o caso ainda mais sensível. Essas informações ajudaram a polícia a identificar o padrão de conduta e a reforçar as investigações.

Após a repercussão das acusações, o motorista deixou Manaus e adotou medidas para não ser rastreado: evitou movimentações bancárias, não fez uso de celular e não registrou viagens em aeroportos. Apesar dessas precauções, agentes de inteligência conseguiram localizar seu paradeiro no interior do Pará.

A operação envolveu colaboração entre as equipes das polícias do Amazonas e do Pará. A ação resultou na prisão sem incidentes. O procedimento reforça o intercâmbio de dados entre as unidades policiais.

A Justiça decretou a prisão preventiva do suspeito até o julgamento. Ele seguirá detido em regime fechado, conforme previsão legal. A polícia investiga se há outras vítimas que ainda não registraram queixa.

As autoridades mantêm sigilo sobre detalhes das diligências para não comprometer o andamento do inquérito. O desfecho do caso dependerá dos laudos periciais e dos depoimentos das vítimas.