Um acidente entre um caminhão e um ônibus deixou 11 mortos e ao menos 12 feridos na manhã da última sexta-feira (02), no km 491 da BR-116, em Pelotas. A colisão ocorreu por volta das 11h24, em um trecho em pista simples, devido às obras de alteamento da ponte sobre o Arroio Corrientes.

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Um caminhão estava parado sobre a faixa de rolamento após o bloqueio do rastreador do veículo, cerca de 40 quilômetros de Pelotas. Com a interrupção parcial da via, formou-se uma fila de veículos. Equipes da concessionária Ecovias Sul iniciavam o atendimento e a sinalização quando outro caminhão, que seguia no sentido sul, não conseguiu frear a tempo.
Para evitar a colisão com o congestionamento, o motorista desviou para a pista contrária e bateu de frente em um ônibus da empresa Santa Silvana, que trafegava no sentido norte. O condutor do caminhão foi resgatado com vida e consciente. Às equipes de resgate, relatou que manuseava o rádio e não percebeu a redução da velocidade do tráfego. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o caminhão estava acima de 70 km/h em um trecho com limite de 40 km/h.
No local, foram confirmadas 11 mortes. Outras 12 pessoas ficaram feridas, entre casos leves, moderados e graves, e foram encaminhadas ao Hospital Pronto-Socorro de Pelotas. Cinco ocupantes não precisaram de remoção.
O atendimento começou às 11h25 e terminou às 22h15, com mais de dez horas ininterruptas de trabalho. A Ecovias Sul mobilizou 16 veículos, entre cinco ambulâncias, dois guinchos leves, dois guinchos pesados, três viaturas de inspeção de tráfego e quatro viaturas operacionais. Também atuaram sete ambulâncias dos municípios de Pelotas, Turuçu e São Lourenço, além do Corpo de Bombeiros, da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da Brigada Militar.
O resgate das vítimas sobreviventes foi dificultado pela carga de areia transportada pelo caminhão, que se espalhou sobre o ônibus após o impacto. Três mulheres ficaram soterradas, com apenas a cabeça para fora. Em um dos casos, a vítima também estava presa às ferragens. A retirada durou cerca de três horas e exigiu a remoção manual da areia para evitar agravamento do quadro clínico.
Com a força da colisão, o ônibus ficou próximo de cair em um talude. Dois guinchos pesados da concessionária permaneceram acoplados ao veículo durante todo o resgate para garantir a segurança das equipes e das vítimas presas no interior.
Segundo a concessionária, a atuação rápida e a coordenação entre os órgãos envolvidos foram decisivas para o resgate das vítimas e o controle da ocorrência em um dos trechos mais críticos da rodovia.



