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Operação contra o Comando Vermelho deixa mais de 60 mortos no Rio de Janeiro

Megaoperação mobilizou 2,5 mil agentes e é considerada a mais letal da história do estado

Mais de 60 pessoas morreram durante a megaoperação policial contra o Comando Vermelho (CV) deflagrada na manhã desta terça-feira (28), no Rio de Janeiro. A ação, que mobilizou 2,5 mil agentes das forças de segurança, teve como foco os complexos do Alemão e da Penha.

Operação contra o Comando Vermelho deixa mais de 60 mortos no Rio de Janeiro. Foto: Reprodução/Imagens na internet.
Operação contra o Comando Vermelho deixa mais de 60 mortos no Rio de Janeiro. Foto: Reprodução/Imagens na internet.

Entre os mortos, estão quatro policiais, dois civis e dois militares. Outros 81 suspeitos foram presos, e a polícia apreendeu 75 fuzis, duas pistolas e nove motocicletas.

Ação busca conter avanço do tráfico no Rio

A operação integra a Força-Tarefa Contenção, criada pelo governo estadual para conter a expansão territorial do Comando Vermelho em comunidades do Rio e de outros estados. Segundo a Polícia Civil, os agentes cumpriam 100 mandados de prisão quando foram atacados por criminosos.

Traficantes ergueram barricadas, incendiaram veículos e utilizaram drones com explosivos para atingir os policiais. Imagens divulgadas nas redes mostram intensos tiroteios durante a madrugada.

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Policiais mortos em confronto

Os quatro agentes mortos foram identificados como:

  • Marcos Vinícius Cardoso Carvalho, 51 anos, conhecido como Máskara, chefe da 53ª DP (Mesquita);
  • Rodrigo Velloso Cabral, 34 anos, da 39ª DP (Pavuna);
  • Cleiton Serafim Gonçalves, policial do Bope;
  • Herbert (sobrenome não informado), também do Bope.

Durante entrevista coletiva, o governador Cláudio Castro (PL) afirmou que não solicitou apoio ao governo federal. Segundo ele, três pedidos anteriores de uso de blindados haviam sido negados.

Reação do tráfico e impactos na cidade

Após o início da ofensiva, traficantes promoveram represálias em diversos pontos da cidade. Barricadas e bloqueios foram registrados na Linha Amarela, na Grajaú-Jacarepaguá e na Rua Dias da Cruz, no Méier.

O Centro de Operações e Resiliência (COR) elevou o nível operacional da cidade para o estágio 2, em uma escala de cinco, diante do alto risco de novos confrontos. Com o reforço de policiamento, atividades administrativas foram suspensas e todo o efetivo da Polícia Militar foi colocado nas ruas.

Prisões e arsenal apreendido

Entre os presos estão Thiago do Nascimento Mendes, conhecido como Belão do Quitungo, apontado como chefe do tráfico na região, e Nicolas Fernandes Soares, identificado como operador financeiro de Edgar Alves de Andrade, o Doca ou Urso, um dos líderes do CV.

A polícia recolheu um verdadeiro arsenal, com 75 fuzis de calibres diversos. Parte das armas, segundo a Secretaria de Segurança Pública, teria origem internacional.

Mortes e feridos civis

Além dos agentes de segurança, três civis foram baleados durante os confrontos.

  • Um homem em situação de rua foi atingido nas costas e levado ao Hospital Getúlio Vargas;
  • Uma mulher ferida em uma academia recebeu alta médica;
  • Outro homem, atingido em um ferro-velho, segue internado.

Serviços públicos e transporte afetados

A violência interrompeu o funcionamento de escolas, unidades de saúde e linhas de ônibus.

  • A Secretaria Municipal de Educação informou que 28 escolas no Complexo do Alemão e 17 na Penha não abriram.
  • A Secretaria Estadual de Educação fechou quatro colégios.
  • Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, cinco unidades de Atenção Primária suspenderam o atendimento.
  • O Rio Ônibus desviou 12 linhas por motivos de segurança.

Contexto: ofensiva permanente contra o tráfico

A ação faz parte de uma estratégia contínua das forças estaduais para enfraquecer o Comando Vermelho e impedir sua expansão em direção à Baixada Fluminense e a estados vizinhos.

O grupo é considerado o maior e mais influente do Rio de Janeiro, com conexões no Pará, Bahia e Espírito Santo, segundo investigações da Polícia Federal e do Ministério Público do Estado.

Balanço parcial

  • 64 mortos, sendo 60 suspeitos e 4 policiais;
  • 81 prisões realizadas;
  • 75 fuzis, 2 pistolas e 9 motos apreendidos;
  • 3 civis feridos;
  • Mais de 40 escolas e 5 unidades de saúde sem atendimento.