A Polícia Civil do Rio Grande do Sul prendeu, no Rio de Janeiro, o principal gerente operacional de um líder de organização criminosa com atuação em Pelotas. A prisão ocorreu nesta semana durante a Operação Resort, deflagrada pela 2ª Delegacia de Polícia de Pelotas, com apoio da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado do Rio de Janeiro (FICCO) e da 14ª DP do Leblon. O líder da facção permanece foragido e, segundo as investigações, está escondido na comunidade da Rocinha.

O homem preso era responsável pela gestão cotidiana da estrutura criminosa montada para dar suporte ao foragido. Ele foi localizado na Praia de São Conrado, na zona sul do Rio, e levado à 14ª Delegacia de Polícia do Leblon, onde foram adotados os procedimentos legais.
De acordo com a Polícia Civil, o investigado coordenava pagamentos, contratava serviços, organizava obras e mantinha articulação direta com integrantes do tráfico local, responsáveis por garantir proteção armada e rotas de fuga em caso de ações policiais na Rocinha.
Estrutura criminosa na Rocinha
A operação é um desdobramento das investigações das Operações Firma I e II, que apuram crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro. As apurações apontaram a existência de uma base estruturada na Rocinha, utilizada como esconderijo do líder do grupo.
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Segundo o delegado César Nogueira, responsável pelas investigações, o foragido conta com apoio permanente do tráfico local. “Conforme apurado, o criminoso tem garantido abrigo, segurança armada, logística, reformas em imóveis de alto padrão e outros serviços de luxo oferecidos pelo tráfico da região, verdadeiras ‘fortalezas’ do crime, apelidadas de resorts do tráfico”.
Lavagem de dinheiro e empresas de fachada
As investigações indicam que a organização mantém uma divisão clara de funções, com operadores financeiros, seguranças, intermediários e pessoas usadas como “laranjas”. O esquema envolve empresas de fachada sediadas em Pelotas, utilizadas para movimentar recursos ilícitos.
De acordo com a Polícia Civil, os valores eram empregados no custeio de obras em residências de alto padrão dentro da comunidade, além de despesas pessoais e segurança privada do líder foragido.
Objetivo da Operação Resort
A Operação Resort tem como foco atingir o núcleo financeiro da facção e enfraquecer a estrutura que mantém o principal líder fora do alcance da Justiça. “As investigações demonstraram que o líder do grupo mantém uma rede estruturada e permanente no Rio de Janeiro, com divisão clara de funções”, afirmou o delegado César Nogueira.
As apurações continuam e devem avançar sobre novos crimes relacionados à organização criminosa e à lavagem de dinheiro. O objetivo, segundo a Polícia Civil, é descapitalizar o grupo que atua no tráfico em Pelotas e capturar o líder, considerado um dos principais foragidos da Justiça do Rio Grande do Sul.





