Na manhã desta quarta-feira (29), o programa Primeira Hora recebeu o deputado federal e ex-ministro da Reconstrução, Paulo Pimenta, para uma entrevista sobre os desdobramentos da recuperação do Rio Grande do Sul após as enchentes e seus planos políticos para as próximas eleições. Durante o bate-papo na Rádio Acústica FM, o parlamentar ressaltou sua trajetória pública iniciada em Santa Maria e seu sexto mandato na Câmara dos Deputados, destacando a experiência adquirida no comando das ações emergenciais de socorro e habitação no estado.

Cobrança por obras de prevenção climática
Ao abordar a fase de estruturação e segurança para evitar novos desastres no estado, o ex-ministro demonstrou preocupação com a lentidão na execução de projetos fundamentais de contenção. Paulo Pimenta destacou que a gestão de obras preventivas não avançou no ritmo esperado e cobrou a aplicação dos aportes financeiros que já foram destinados ao Rio Grande do Sul para essa finalidade. O deputado afirmou que o governo federal disponibilizou uma verba expressiva de R$ 6 bilhões ainda em dezembro de 2024 direcionada à proteção contra enchentes, mas criticou a paralisação das intervenções no estado. “A quarta fase, que daí na minha opinião é o que não funcionou no ritmo que eu gostaria, são as obras de prevenção para evitar que o desastre se repita”, pontuou o parlamentar.
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Socorro ao endividamento agrícola
Outro tema central abordado na entrevista foi a crise financeira que atinge o setor produtivo gaúcho em virtude da sequência de estiagens, enchentes e variações de mercado. O parlamentar detalhou os termos da Medida Provisória desenhada para permitir o refinanciamento de até R$ 100 bilhões em dívidas dos produtores rurais, oferecendo prazos estendidos de até dez anos, carência e juros reduzidos para a agricultura familiar. Contudo, o convidado teceu duras críticas à postura das instituições financeiras privadas que dificultam o acesso dos agricultores a esses subsídios federais. “Infelizmente banco só quer emprestar dinheiro para quem não precisa… os bancos criam todo tipo de dificuldade para poder permitir que o produtor possa acessar esse recurso”, denunciou Pimenta.
Papel do senador por Brasília
Paulo Pimenta abordou sua pré-candidatura ao Senado Federal e defendeu a necessidade de restaurar a presença e a articulação direta dos líderes gaúchos na capital federal. O parlamentar ressaltou que a atuação na Câmara Alta do Congresso deve ir além das divergências partidárias para priorizar os interesses econômicos e sociais do Rio Grande do Sul. O deputado defendeu a presença constante dos representantes em território gaúcho para vivenciar os problemas da população de perto, criticando a falta de interlocução de parlamentares sem vínculos com a rotina do estado.



