Feminicídio

Polícia Civil prende 29 agressores em 24 horas durante operação contra o feminicídio no RS

Operação Ano-novo, Vida Nova mobilizou 363 agentes em 53 municípios

A Polícia Civil prendeu 29 agressores em 24 horas, na terça-feira (20), durante a Operação Ano-novo, Vida Nova, voltada ao combate ao feminicídio e à violência doméstica no Rio Grande do Sul. A ação ocorreu em 53 municípios, com participação de 363 agentes, e também resultou na apreensão de quatro armas de fogo e munições encontradas com os suspeitos.

Polícia Civil prende 29 agressores em 24 horas durante operação contra o feminicídio no RS. Foto: Calvin Neruan/Ascom SSP.
Polícia Civil prende 29 agressores em 24 horas durante operação contra o feminicídio no RS. Foto: Calvin Neruan/Ascom SSP.

Coordenada pelo Departamento de Proteção a Grupos Vulneráveis (DPGV), a operação cumpriu mandados de busca e apreensão e reforçou a estratégia do governo estadual para ampliar a repressão e a prevenção à violência contra mulheres.

Operação Ano-novo, Vida Nova mobilizou 363 agentes em 53 municípios

A ofensiva foi conduzida pelo DPGV e contou com apoio das instituições vinculadas à Secretaria da Segurança Pública (SSP), incluindo:

  • Polícia Civil
  • Brigada Militar
  • Corpo de Bombeiros Militar
  • Instituto-Geral de Perícias

A secretária-adjunta da Segurança Pública, Adriana da Costa, afirmou que a segurança das mulheres é prioridade do governo e que ações desse tipo buscam intensificar o enfrentamento à violência doméstica. Ela destacou que o registro de ocorrências é um passo decisivo para acionar a rede de proteção e permitir que as forças de segurança acompanhem os casos.

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Prisões ocorreram em 12 cidades, com maior número em Porto Alegre

As 29 prisões foram realizadas em 12 municípios, com maior concentração na capital:

  • Porto Alegre: 15 prisões
  • Capão da Canoa: 3
  • Rosário do Sul: 2
  • Canoas: 1
  • Gravataí: 1
  • Novo Hamburgo: 1
  • Bom Jesus: 1
  • Rio Grande: 1
  • Erechim: 1
  • Santa Rosa: 1
  • Osório: 1
  • Farroupilha: 1

Além das prisões, a polícia apreendeu armas e munições durante o cumprimento dos mandados.

RS registrou 80 feminicídios em 2025 e 7 mortes já ocorreram nos primeiros 20 dias de 2026

Adriana da Costa afirmou que o combate à violência doméstica envolve ações contínuas e integração entre diferentes áreas do governo. Segundo ela, além da repressão policial, o Estado aposta em prevenção e conscientização, em parceria com secretarias como a da Mulher e da Saúde.

De acordo com os dados citados pela secretária-adjunta, o Rio Grande do Sul registrou 80 feminicídios em 2025. Já nos primeiros 20 dias deste ano, sete mulheres foram mortas, número inferior ao do mesmo período do ano passado, quando foram contabilizadas nove mortes.

Polícia Civil diz que ação será sistemática e vai checar denúncias

O diretor do DPGV, delegado Juliano Ferreira, afirmou que a operação faz parte de um trabalho sistemático e que cada denúncia será checada. Ele ressaltou que a estratégia combina repressão e prevenção, com foco também na qualificação dos policiais responsáveis pelo atendimento às vítimas.

Segundo o delegado, o fortalecimento da rede de proteção depende de abordagens mais preparadas e de uma atuação integrada com outros setores da sociedade. Ele acrescentou que o enfrentamento da violência contra a mulher não se limita à esfera policial, pois envolve uma questão social mais ampla.

Delegada afirma que presos descumpriram medidas protetivas

A diretora da Divisão de Proteção e Atendimento à Mulher, delegada Waleska Alvarenga, afirmou que a ofensiva estadual tem o objetivo de demonstrar que agressores serão responsabilizados e, com isso, reduzir a sensação de impunidade.

Segundo ela, a operação foi realizada logo no início do ano para interromper ciclos de violência contra mulheres e meninas, com verificação de denúncias anônimas e cumprimento de mandados judiciais. A delegada informou ainda que muitos dos presos foram detidos por descumprirem medidas protetivas determinadas pela Justiça.

Waleska também afirmou que todos os autores de feminicídios registrados desde o começo do ano estão presos.