Segurança Pública

Polícia descarta participação de terceiro suspeito de latrocínio em Camaquã

Outros dois envolvidos ainda permanecem presos

Um homem, que até então era suspeito de envolvimento no latrocínio que culminou na morte de um jovem de 20 anos em um mercado 24 horas em Camaquã foi liberado pela Justiça. A informação da soltura foi confirmada nesta terça-feira (16) pela reportagem da Rádio Acústica FM.

Um dos suspeitos de latrocínio em Camaquã é solto pela justiça
Foto: Gil Martins/Rádio Acústica FM

Conforme entrevista concedida para a Rádio Acústica FM, pela Delegada Geórgia Malafaia, que é responsável pelo caso, o suspeito teria ficado do lado de fora do estabelecimento durante o latrocínio, e após a saída dos criminosos, entrou no mercado para furtar mercadorias.

Em nota divulgada na manhã desta terça, a Polícia Civil informou que durante as investigações, o terceiro indivíduo chegou a ser preso para apuração sobre sua suposta participação no crime. “Contudo, os elementos colhidos confirmaram que ele não participou do roubo, mas apenas subtraiu objetos do local após o crime”, diz um trecho do documento.

Os envolvidos no crime, incluindo o autor do homicídio, permanecem presos. No entanto, as autoridades não divulgaram em qual presídio do Rio Grande do Sul eles estão detidos.

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A Polícia Civil de Camaquã divulgou uma nota oficial sobre o caso:

A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Polícia de Camaquã, concluiu o inquérito policial que apurava um latrocínio ocorrido recentemente na cidade, que vitimou NÍCOLAS POGORZELSKI AIRES. Dois autores do crime foram presos em flagrante logo após os fatos e permanecem recolhidos no Sistema Prisional.

Durante as investigações, um terceiro indivíduo chegou a ser preso temporariamente para apuração de possível participação no latrocínio. Contudo, os elementos colhidos confirmaram que ele não participou do roubo, mas apenas subtraiu objetos do local após o crime. Por se tratar de prisão de caráter processual voltada exclusivamente à investigação, e descartada sua participação no latrocínio, não subsistiam fundamentos legais para manutenção dessa prisão.

Em relação ao furto posterior, esse mesmo indivíduo foi preso em flagrante pelo delito, sendo representada sua prisão preventiva pelo Ministério Público. O pedido, porém, não foi deferido pelo Poder Judiciário, que adotou posicionamento diverso da Autoridade Policial e do Ministério Público, entendendo que o fato não se enquadrava em situação de flagrante.

Com o término das investigações, a Polícia Civil indiciou os dois autores do latrocínio, permanecendo eles recolhidos, e concluiu os autos, que foram remetidos ao Ministério Público para análise e demais providências cabíveis.

Relembre o crime de latrocínio que chocou a comunidade

O crime ocorreu na madrugada do dia 04 de setembro, quando Nicolas Pogorzelski Aires foi morto durante um assalto ao mercado na Avenida Capitão Adolfo Castro, em Camaquã.

Dois homens invadiram o estabelecimento e ameaçaram o funcionário. Nicolas, que não teria reagido, foi atingido no pescoço por um dos assaltantes.

A quantia roubada não foi confirmada, mas fontes indicam que era pequena. Após o crime, a Brigada Militar prendeu os suspeitos, de 26 e 32 anos, que foram levados à Delegacia de Polícia de Camaquã. Momentos após, o terceiro suspeito foi preso.

A faca usada no crime foi apreendida.

Tags: Camaquã, latrocínio, Nicolas Pogorzelski Aires