Na manhã desta sexta-feira (05), a delegada titular da Delegacia de Polícia de Camaquã, Geórgia Malafaia detalhou o latrocínio (roubo seguido de morte) que vitimou um jovem de 20 anos em um mercado 24h. A Polícia Civil e a Brigada Militar agiram em conjunto para prender dois dos envolvidos em flagrante, mas a falta de medidas cautelares mais rígidas reacendeu o debate sobre a segurança pública.

Malafaia chamou atenção para pedidos de prisão preventiva negados pela Justiça e afirmou que o caso expõe falhas no controle de reincidentes. O crime que restou na morte de Nicolas Pogorzelski Aires, gerou apreensão em uma cidade que, segundo a delegada, não registrava latrocínio há pelo menos dois anos.
Polícia investiga se vítima de latrocínio em Camaquã vinha sofrendo ameaças
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O próximo passo da Polícia Civil é confirmar ou não se a vítima sofreu ameaças prévias, ouvir testemunhas e familiares e coletar novas imagens em comércios vizinhos. Pelas redes sociais, logo após a execução do crime, surgiram boatos de que o assassino teria ameaçado Nicolas anteriormente, versão esta que até a manhã desta sexta-feira (05), ainda não havia sido confirmada pela polícia.
A delegada reforçou o apelo para que moradores que possuam registros de câmeras residenciais ou comerciais compartilhem o material. O objetivo é reunir provas robustas para embasar a denúncia e assegurar a responsabilização dos envolvidos, enquanto a comunidade de Camaquã acompanha o desfecho do caso com preocupação pela segurança pública.
Relembre os detalhes do crime que chocou Camaquã
Na madrugada de quinta para sexta (04/05), dois suspeitos invadiram o mercado 24h e renderam o jovem funcionário, que naquele momento, trabalhava sozinho. Um deles empunhava uma faca e, mesmo com a vítima deitada no chão, desferiu um golpe fatal no pescoço quando o rapaz tentou se levantar. Em seguida, os criminosos subtraíram o dinheiro do caixa e fugiram a pé. As câmeras internas e externas registraram toda a ação, possibilitando à Brigada Militar prender os autores em flagrante minutos depois. O caso chocou Camaquã, município de cerca de 67 mil habitantes.
As principais linhas de investigação apontam para latrocínio motivado pelo histórico policial dos acusados. Ambos respondem por crimes contra o patrimônio, em sua maioria furtos e receptação. Um deles já cumpriu prisão preventiva (medida cautelar que mantém o suspeito preso durante a investigação) no início do ano e foi liberado em seguida. Em agosto, a Polícia Civil requereu nova prisão preventiva por receptação, mas o pedido foi indeferido pela Justiça. Essa decisão reacendeu o debate sobre a eficácia das medidas cautelares e a sensação de impunidade entre os moradores.
A investigação também apura a participação de um terceiro homem, parente de um dos autores, que aparece como “olheiro” nas imagens de segurança. Poucos minutos após o latrocínio, ele retornou ao mercado e furtou produtos do estabelecimento. A Brigada Militar o prendeu em flagrante por furto, e a Polícia Civil solicitou prisão temporária (detenção por prazo determinado para apuração) para aprofundar o inquérito, medida já deferida pelo Ministério Público. A ação reforça o caráter integrado das instituições na condução das diligências.




