O prefeito de São Lourenço do Sul participou nesta terça-feira (11) do lançamento do federalismo climático brasileiro durante a COP 30, em Belém (PA). O evento reuniu o ministro das Cidades, Jader Barbalho Filho, a CEO da COP, Ana Toni, a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), e representantes do Ministério do Meio Ambiente e do Consórcio Nordeste.

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A proposta integra União, Estados e municípios em um esforço conjunto contra a crise climática, por meio dos programas Cidades Verdes Resilientes e Adapta Cidades — este último deve qualificar 6 mil gestores até 2026. O prefeito representou a Associação Brasileira de Municípios (ABM) e destacou o desafio das pequenas cidades no enfrentamento ambiental. “Dos 5.570 municípios brasileiros, 4.895 têm menos de 50 mil habitantes e são os que mais sofrem para acessar políticas públicas”, afirmou.
Nesta quarta-feira (12), o prefeito deve assinar um protocolo de intenções com a Caixa Econômica Federal e o Ministério das Cidades para criar um Plano Municipal de Descarbonização. O ato ocorrerá no estande da Caixa, na Green Zone da conferência.
Segundo ele, esta edição da COP é marcada por ações práticas. “É uma COP da implementação. Há iniciativas concretas sendo firmadas, como a que lançamos ontem, que fortalece a participação dos municípios na agenda do clima”, disse.
O gestor também relatou encontro com o governador Eduardo Leite (PSDB-RS), que apresentou o modelo gaúcho de comitê científico criado após a catástrofe climática de 2024. O grupo foi responsável pela implantação do Centro Integrado Internacional de Eventos Climáticos (CX), na Universidade Federal do Rio Grande (FURG).
Para o prefeito, a crise climática também traz oportunidades. “Estamos mobilizando prefeitas e prefeitos para que percebam o potencial de inovação, especialmente na transição energética”, afirmou, citando reuniões com o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, e o cônsul da Finlândia.
Ao final, ele defendeu maior cooperação federativa e internacional. “As soluções virão da integração entre municípios, Estados e União, e do diálogo com organismos internacionais. É trabalho, não turismo”, concluiu.



