Nessa segunda-feira (15) foi inaugurada a primeira planta de produção de biometano do Rio Grande do Sul, a Biometano Sul, em Minas do Leão, a partir de biogás de aterro sanitário. A empresa Biometano Sul, tem capacidade para gerar 66 mil metros cúbicos de gás por dia, o equivalente a mais de 12 mil botijões de 13 quilos.

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O diretor-executivo da empresa, Rafael Salomani, explica que o combustível é quimicamente idêntico ao gás natural de origem fóssil e pode ser usado diretamente pela indústria sem adaptações. “Toda caldeira ou turbina que funciona hoje com gás natural pode usar o biometano”, disse.
Sem rede de gasoduto disponível na região, a produção é comprimida em carretas com capacidade de até 8 mil metros cúbicos e distribuída em parceria com a Ultragaz. Caso houvesse dutos próximos, seria possível injetar o gás diretamente na malha existente.
O projeto recebeu licenciamento da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) e autorização da Agência Nacional do Petróleo (ANP). A obra levou um ano e contou com tecnologia canadense importada. O investimento deverá gerar cerca de R$ 5 milhões em faturamento mensal, com recolhimento de ICMS estimado em 12% sobre esse valor. Parte da arrecadação é repassada às prefeituras.
A Biometano Sul planeja expandir a operação. Em junho de 2026, São Leopoldo deve iniciar a produção de 35 mil metros cúbicos de gás por dia. Há estudos para unidades em Santa Maria, Giruá, Victor Graeff, Alegrete e na região de Pelotas, onde a logística de destinação de resíduos é considerada um desafio.
Segundo Salamoni, a descentralização da produção é a chave para atender regiões sem gasoduto. “Cada aterro pode se tornar um ponto de geração de energia limpa e de receita para os municípios”, afirmou.



