A produção de morango no Rio Grande do Sul ainda não supre a demanda, mesmo com melhora nas condições de cultivo em algumas regiões. A informação consta no informativo conjuntural mais recente da Emater/RS.

Em Caxias do Sul, o clima ameno e o sol favoreceram a maturação, mas oídio (doença fúngica) causou perdas, principalmente em flores e frutos jovens. Produtores intensificam o controle e ajustam a adubação para estimular a floração. Os preços variam de R$ 30 a R$ 50 por quilo nas vendas para Ceasas e intermediários, e de R$ 40 a R$ 60 no varejo direto.
Em Feliz, no Vale do Caí, a produção em bancadas ainda é baixa, mas cresce nos cultivos no solo, beneficiados por dias frios e ensolarados. A demanda subiu com a moda do “morango do amor”, fruta combinada com brigadeiro e caramelo vermelho, impulsionando preços que chegam a R$ 55 o quilo.
Na região de Pelotas, o frio úmido prejudica o desenvolvimento, reduzindo o tamanho dos frutos e favorecendo doenças. Os preços vão de R$ 30 a R$ 40/kg. No Norte do estado, a polinização deficiente e doenças como antracnose e oídio comprometem a qualidade. Frutos menores são vendidos a R$ 20/kg e maiores a R$ 45/kg.
Preço do morango recua, mas segue alto
Segundo a Ceasa/RS, o valor médio caiu de R$ 60 para R$ 35 o quilo, com maior oferta do Vale do Caí, que começa a reduzir a dependência de frutas vindas de Minas Gerais. Em Camaquã, o preço da bandeja de 250 g recuou de R$ 19,90, no fim de julho, para R$ 14,15 nesta semana.
A combinação de oferta limitada, clima frio, aumento do consumo e apelo visual nas redes mantém o mercado aquecido. A expectativa é que o equilíbrio entre produção e demanda ocorra apenas no início da primavera.




