SAÚDE

Quando fazer a primeira mamografia? Idade não é o único fator

Especialista explica quando o exame é recomendado e por que o histórico familiar podem antecipar a investigação

A dúvida sobre quando fazer a primeira mamografia é comum entre mulheres, especialmente a partir dos 40 anos. A idade, porém, não é o único fator considerado na decisão. Histórico familiar, características individuais e a presença de alterações nas mamas também podem influenciar a indicação do exame.

Quando fazer a primeira mamografia? Idade não é o único fator
Foto: Reprodução

O Ministério da Saúde recomenda o rastreamento mamográfico no SUS para mulheres de 50 a 74 anos, a cada dois anos. Para mulheres entre 40 e 49 anos e acima dos 74, sem sinais ou sintomas suspeitos, o exame pode ser realizado mediante orientação profissional sobre seus possíveis benefícios e riscos.

“Cada paciente tem uma história e necessidades diferentes. Por isso, diante de dúvidas sobre a saúde das mamas, sintomas ou histórico familiar, o primeiro passo é buscar uma avaliação médica. Durante a consulta, é possível entender o contexto de cada caso e, quando necessário, orientar a paciente sobre quais exames ou avaliações devem ser realizados”, explica o Dr. Marcelo Godoi Cavalheiro, CRM 87147/SP.

Entre os sinais que merecem avaliação estão nódulos persistentes na mama ou axila, alterações na pele, mudanças recentes no mamilo, secreção espontânea e alterações no formato ou contorno da mama. Nem toda alteração significa câncer, mas a investigação adequada é importante para identificar sua causa.

O histórico familiar também pode modificar a estratégia de acompanhamento. Casos de câncer de mama ou ovário em parentes próximos, diagnósticos em idades mais jovens e alterações genéticas, como mutações nos genes BRCA1 e BRCA2, podem exigir uma avaliação individualizada.

A detecção precoce é uma das razões pelas quais o rastreamento tem papel importante no cuidado com a saúde da mulher. A mamografia pode identificar alterações suspeitas antes do aparecimento de sintomas e, no caso do rastreamento bienal entre 50 e 74 anos, o INCA aponta benefícios comprovados, incluindo redução da mortalidade por câncer de mama.

Para quem vai realizar o exame pela primeira vez, também é comum haver dúvidas sobre o procedimento. A mamografia envolve a compressão das mamas para obtenção das imagens, o que pode causar desconforto ou sensação de pressão. Antes do exame, é importante seguir as orientações do serviço, informar sobre uma possível gravidez, comunicar sintomas ou alterações e, quando disponíveis, levar exames anteriores para comparação.

Mamografia x Ultrassonografia

Outro ponto de atenção é a diferença entre mamografia e ultrassonografia. Os exames têm funções distintas e, em determinadas situações, o ultrassom pode complementar a mamografia. A escolha depende da idade, dos sintomas, das características das mamas e da hipótese que está sendo investigada.

Se necessário, a paciente pode solicitar uma consulta, permitindo que converse com profissionais de saúde e esclareça dúvidas sobre prevenção, sintomas e acompanhamento, respeitando os limites da telemedicina.

Fonte: Ascom/PicDoc

Tags: Câncer de mama, exame, mamografia