O urologista Rafael Fraga alertou para os riscos da queda e do excesso de testosterona e destacou práticas simples que ajudam a manter o equilíbrio hormonal. Em entrevista ao programa Primeira Hora desta terça-feira (02), ele explicou que a produção do hormônio ocorre nos testículos, nos homens, e nos ovários, nas mulheres, e influencia energia, libido, raciocínio e qualidade do sono.
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Segundo Fraga, os níveis caem com a idade — a partir dos 40 anos nos homens e após a menopausa nas mulheres. Para estimular a produção sem recorrer a medicamentos, ele recomenda exercícios físicos regulares, sono de pelo menos sete horas, controle do estresse e vida sexual ativa, com duas a três relações semanais.
Entre os principais sintomas da deficiência estão fraqueza muscular, cansaço persistente, baixa disposição para atividades sociais e queda do desejo sexual. A falta de testosterona também pode comprometer ossos e memória. Já o excesso, muitas vezes provocado por reposição inadequada, causa infertilidade, atrofia dos testículos, alterações no fígado e aumento do risco de infarto.
Fraga reforçou que a reposição hormonal deve ser feita somente com acompanhamento médico e após exames específicos. Ele lembrou casos de jovens que sofreram infarto após o uso irregular do hormônio. Os níveis considerados normais variam de 300 a 900 para homens e de 15 a 25 para mulheres.



